quarta-feira, 11 de julho de 2012

À Volta com a Vida: Universidade de Coimbra desenvolve scooter elétrica com zero emissões de CO2 (Nem tudo é mau!)



Universidade de Coimbra desenvolve scooter elétrica com zero emissões de CO2


A Universidade de Coimbra (UC) anunciou hoje o desenvolvimento da "primeira scooter elétrica 100% desenvolvida de raiz em Portugal". Um veículo que a instituição garante alcançar "zero emissões locais de CO2" e que poderá chegar ao mercado nos próximos meses.

Desenvolvida por investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica daquela universidade, a nova scooter possui uma autonomia entre os 100Km e os 140Km em ciclo urbano, com uma única carga.

"Estamos a entrar numa nova cultura de mobilidade urbana, em que as duas rodas começam a ter mais eficiência, menos desperdícios energéticos e económicos" referiu a responsável do projecto, Ana Vaz, defendendo que a promoção do uso de veículos elétricos de duas rodas é uma tendência crescente em muitas cidades europeias.

Segundo informações da UC, esta scooter eléctrica distingue-se de outros modelos já disponíveis no mercado por "um conjunto de tecnologias de ponta" usadas no desenvolvimento do protótipo. Em termos práticos, o veículo é composto por um sistema de propulsão, por um controlador e um motor elétrico.

Ao leque junta-se um sistema de armazenamento de energia composto pelas baterias propriamente ditas, por um sistema de gestão dessas baterias e por um carregador "inteligente".

Para ajudar à gestão da energia usada pela scooter, estão disponíveis três estilos de condução pré-definidos (Eco, Sport e Safety), com a informação a poder ser carregada via wireless.

Para já o protótipo desenvolvido é enquadrado pelo Instituto de Sistemas e Robótica numa classe executiva, embora os responsáveis pelo projecto refiram que a tecnologia usada permitirá configurar pacotes personalizados para diferentes tipos de utilizadores. E a custos finais mais baixos.

Finalmente, a UC refere que a comercialização da nova scooter elétrica está sobretudo dependente "do interesse da indústria". Caso esse interesse surja, a instituição refere que "uma versão final estará pronta a entrar no mercado dentro de alguns meses.

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