quinta-feira, 7 de março de 2013

Às voltas com a política: Vasco Lourenço: "Não há condições para um novo 25 de Abril"



Vasco Lourenço: "Não há condições para um novo 25 de Abril"


Antigo membro do MFA afirma que "se sentisse que havia condições já estava a preparar outro".



O presidente da Associação 25 de Abril e antigo membro do Movimento das Forças Armadas (MFA) disse em entrevista à TSF que só não organiza uma nova revolução dos cravos porque entende que "não há condições para isso".

"Se sentisse que havia condições [para fazer um novo 25 de Abril] já estava a preparar outro. Sinto que não há condições para isso. Sinto que se justificava para pôr cobro a esta situação de ilegitimidade", afirmou Vasco Lourenço.

Na opinião deste tenente-coronel na reserva, o actual Governo está "vendido à finança internacional" e "não é nada patriota, antes pelo contrário".

"A minha esperança é que os portugueses sejam capazes de correr com eles e levá-los até à prisão, porque os crimes que se estão a cometer não devem ficar impunes", acrescentou.


Aguiar-Branco quer "destruir as Forças Armadas"



No dia em que as associações de militares se reúnem no Pavilhão dos Desportos de Almada para debater a actual situação das Forças Armadas, o general Garcia Leandro, antigo apoiante do ministro da Defesa, diz agora que Aguiar-Branco "não sabe o que está a fazer".

"Não conheço ninguém que tenha confiança nele. Ninguém. Isto não é a mesma coisa que estar num gabinete de advogados no Porto. Tem de se fazer um esforço para aprender. Estamos todos muito preocupados, muito magoados, muito ofendidos", disse Garcia Leandro à TSF.

"Na terça feira de Carnaval do ano passado, passei uma hora e meia com o senhor ministro a explicar-lhe o que é que se devia fazer e pus-me à sua disposição. Ele quer dar cabo das Forças Armadas. Julgo que o objectivo é destruir as Forças Armadas", remata.



Militares não confiam no ministro



 
Em entrevista ao Expresso no sábado passado, o ex-chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, general Valença Pinto, também reconhecia que o poder político está a funcionar em relação às Forças Armadas como uma espécie de "aprendiz de feiticeiro".

"O ministro pôs no ar uma série de sentimentos negativos que agora não sabe controlar e já não creio que sejam controláveis com ele. Lamento dizê-lo, mas a confiança entre o actual titular e as Forças Armadas está irremediavelmente ferida. Pode continuar lá mas já não governará no sentido pleno e correto do conceito", disse Valença Pinto ao Expresso



Fonte: EXPRESSO Online

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