quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Notícia(s) do Dia: Passos garante que ainda não há soluções finais para o futuro da RTP (Quem é que acredita neste senhor???)



Passos garante que ainda não há soluções finais para o futuro da RTP

Pedro Passos Coelho falou ontem pela primeira vez sobre o caso RTP. Foi em Londres que o primeiro-ministro disse que não há razão para "histeria" até porque garante que ainda não existem soluções finais e que tudo será estudado "sem tabus".

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Imagem do Dia...COLUNA DE FUMO DA REFINARIA QUE EXPLODIU EM PUNTO FIJO, VENEZUELA

O Poeta é um fingidor



Sabes quem sou? Eu não sei.

Sabes quem sou? Eu não sei.
Outrora, onde o nada foi,
Fui o vassalo e o rei.
É dupla a dor que me dói.
Duas dores eu passei.


Fui tudo que pode haver.
Ninguém me quis esmolar;
E entre o pensar e o ser
Senti a vida passar
Como um rio sem correr.



Análise do poema "sabes quem sou? eu não sei"


O poema "Sabes quem sou? Eu não sei" é um poema ortónimo de Fernando Pessoa, datado de 12/4/1934, portanto um poema já tardio, pois o poeta viria a falecer em Novembro de 1935.

Trata-se de um poema que contém muitas das marcas indeléveis da poesia ortónima, nomeadamente: a reflexão profunda sobre o ser, o negativismo, a lamentação sobre o passado, a grande simplicidade formal e estética, uso restrito de figuras de estilo ou linguagem emocional evidente, um esquema rítmico fechado, etc...

Tentemos analisá-lo mais em pormenor, estrofe a estrofe:

Sabes quem sou? Eu não sei.
Outrora, onde o nada foi,
Fui o vassalo e o rei.
É dupla a dor que me dói.
Duas dores eu passei.

A primeira linha é uma afirmação negativa da própria personalidade. O "não saber quem se é", afirma a inconsequência de uma vida sem objectivos reais, que não chegou realmente a lado nenhum. Há uma grande insatisfação presente nestas poucas palavras iniciais, mas servem desde logo para nos comunicar o objecto do poema, o tema que será abordado.

Pessoa não sabe quem é. Diz de seguida que "outrora, onde o nada foi, / Fui o vassalo e o rei". Ser "o vassalo e o rei" é ser tudo, é ser o menos e o mais. Pode parecer paradoxal que ele nos diga que não sabe quem é, que pareça infeliz com a sua vida, quando de seguida nos diz que já foi tudo. Mas há que notar que ele foi tudo "onde o nada foi", ou seja, apenas na sua imaginação. Foi dentro da sua própria imaginação, no seu mundo ideal, interior, que ele foi tudo, vassalo e rei, pobre e rico, menor e maior, resto e consequência.

A sua dupla dor pode ser explicada pelo facto de ele ter sido tudo em imaginação (primeira dor) e nada na vida real (segunda dor).

Fui tudo que pode haver.
Ninguém me quis esmolar;
E entre o pensar e o ser
Senti a vida passar
Como um rio sem correr.

Na segunda estrofe ele reafirma que foi "tudo o que pode haver". Isto confirma o que dissemos, pois apenas se pode ser tudo em imaginação, num mundo idealizado, que nunca se concretiza. Nesse mundo ele era de uma riqueza imensa (ao ponto de ninguém poder pensar em dar-lhe uma esmola). Mas a realidade é que "entre o pensar e o ser", ou seja, entre a imaginação e a realidade da vida concreta, a vida passou, "como um rio sem correr".
Em resumo podemos ver que o poeta nos diz que tudo imaginou dentro de si. Imaginou grandes sistemas, grandes revoluções, e para si mesmo um papel de imenso destaque, enquanto inovador, escritor, poeta, génio, político. Mas nada disso se tornou real. Todas as suas ideias ficaram apenas como ideias por concretizar. E a sua dor é duplicada por esse mesmo facto - de as saber valiosas e reais em si mesmas e da sua vida não se ter transformado na realidade dessa imaginação. Entretanto, enquanto ele pensava as ideias e esperava que elas se tornassem realidade, a sua vida real foi passando, ele foi envelhecendo e foi crescendo nele o desespero e a consciência de que nada iria realmente acontecer. A vida passou-lhe, como um rio sem água, porque na realidade foi uma vida vazia, uma vida sem significado, porque nenhuma das suas ideias vieram ter com ele ao mundo exterior.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Imagem do Dia...CARPETE DE FLORES EM BRUXELAS

ENORME CARPETE DE FLORES FEITA NUMA PRAÇA EM BRUXELAS...UMA DEMONSTRAÇÃO DA CAPACIDADE E INTELIGÊNCIA HUMANA...ANTES ISTO QUE FABRICAR ARMAS!!!


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Notícia(s) do Dia: Governo já assume derrapagem de três mil milhões na receita (E agora, meus amigos???Preparem-se!!!)



Governo já assume derrapagem de três mil milhões na receita


O Executivo admite arrecadar menos três mil milhões de euros em receitas fiscais face ao que está previsto no Orçamento Rectificativo.

O Governo já admite arrecadar quase menos três mil milhões de euros em impostos face ao que está previsto no Orçamento Rectificativo. Ao que o Diário Económico apurou, o Executivo reviu em baixa a previsão da receita fiscal para o conjunto do ano e prepara-se para apresentar à ‘troika', na quinta revisão do programa português, um valor que representa menos 8,5% de receita do que aquele que estava previsto.

A síntese de execução orçamental relativa ao mês de Julho, que a Direcção Geral do Orçamento vai publicar hoje, não deverá trazer boas notícias. Sobretudo no que toca às receitas fiscais, onde deverá ser possível verificar nova deterioração nos impostos directos - que em Junho haviam registado uma ligeira melhoria, à conta do aumento dos reembolsos de IRS. Mas o maior sinal de alarme deverá mesmo estar nos impostos indirectos, onde o desvio na cobrança de IVA, face ao objectivo para este ano, é cada vez maior.

De tal forma que, apurou Diário Económico, o Governo reviu em baixa a previsão da receita fiscal para 2012, em cerca de três mil milhões de euros - um pouco mais de 1,8% do PIB. Ou seja, em vez dos 35.135 milhões de euros de receita fiscal inscritos no Orçamento Rectificativo - apresentado no final de Março -, as Finanças estarão agora a trabalhar com uma previsão na ordem dos 32.135 milhões.


Fonte: Diário Económico ONLINE

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Imagem do Dia...A LEITURA

Esta nova pequena crónica tem como objectivo reflectir a Imagem do Dia, aquele momento que consideramos mais relevante, quer pela sua qualidade, quer pela sua ousadia, quer ainda pela sua interiorização. Pretendo assim, diáriamente, colocar uma foto de algo que faça com que a nossa reflexão seja "um olhar sobre o Mundo que nos Rodeia" e nos coloque questões perante a sociedade que vivemos. Espero que gostem!


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Poeta é um fingidor



A Minha Vida é um Barco Abandonado

A minha vida é um barco abandonado
Infiel, no ermo porto, ao seu destino.
Por que não ergue ferro e segue o atino
De navegar, casado com o seu fado?

Ah! falta quem o lance ao mar, e alado
Torne seu vulto em velas; peregrino
Frescor de afastamento, no divino
Amplexo da manhã, puro e salgado.

Morto corpo da acção sem vontade
Que o viva, vulto estéril de viver,
Boiando à tona inútil da saudade.

Os limos esverdeiam tua quilha,
O vento embala-te sem te mover,
E é para além do mar a ansiada Ilha.



Análise do poema "a minha vida é um barco abandonado"



O poema que se inicia com "A minha vida é um barco abandonado" é um poema ortónimo de Fernando Pessoa, ou seja, é um poema que Pessoa escreveu em seu próprio nome, não usando um dos nomes dos seus heterónimos.

A temática do poema tem a ver com a visão da vida pelo sujeito poético, que a compara a um "barco abandonado". O que quer isto dizer? Vejamos numa análise estrofe a estrofe do poema:


A minha vida é um barco abandonado
Infiel, no ermo porto, ao seu destino.
Por que não ergue ferro e segue o atino
De navegar, casado com o seu fado?

O sujeito poético usa a metáfora do barco abandonado porque a sua vida se assemelha, quanto a ele, a algo saído da sua rota original desejada. Ou melhor, é um barco que nem sequer se chegou a fazer ao mar. A sua vida não chegou a iniciar-se realmente, não teve um significado maior, mais real. A vida "infiel (...) ao seu destino", é uma vida estranha ao seu próprio destino, ou seja, que não se chegou a cumprir. Existe, mas parada, sem acção, sem atitude. Ele questiona, por isso, porque ela não "ergue ferro e segue o atino / De navegar". Na realidade é o que todas as vidas parecem fazer, menos a dele. Todas as vidas correm, como barcos, numa direcção qualquer e apenas a dele parece parada, sem destino e sem movimento. Há aqui uma grande desilusão com a vida e, simultaneamente, uma sensação plena de afastamento em relação a ela.


Ah! falta quem o lance ao mar, e alado
Torne seu vulto em velas; peregrino
Frescor de afastamento, no divino
Amplexo da manhã, puro e salgado.

Porque é que o barco não se lança ao mar (porque é que a vida dele não começa realmente)? O sujeito poético acusa a falha: "Falta quem o lance ao mar". Não se percebe quem será o culpado realmente, mas a suspeição cai perante o próprio sujeito poético. É Fernando Pessoa que se acha incapaz de lançar o seu próprio barco ao mar, a sua própria vida. Falta-lhe o ímpeto, a vontade de acção.


Morto corpo da acção sem vontade
Que o viva, vulto estéril de viver,
Boiando à tona inútil da saudade.

Sem quem o lance, o barco fica assim "morto corpo da acção sem vontade / que o viva". Ou seja, é um acto por se cumprir, por falta de vontade. Há que compreender que Fernando Pessoa se refere a si mesmo quando fala assim por metáforas. Ele diz-nos que se sentia incapaz de fazer por ter uma vida melhor, com mais significado, que era incapaz de ter amigos verdadeiros, uma família, um objectivo comum como todos os outros homens. Por falta disso, ele estava só e afastado de tudo - imensamente infeliz e deprimido, sem vontade de nada, "vulto estéril de viver, / Boiando à tona inútil da saudade". Esta última frase é categórica e inegável. Estar a boiar à tona inútil da saudade quer dizer que se vive das memórias mas não se faz nada para sair desse estado de inacção.

Os limos esverdeiam tua quilha,
O vento embala-te sem te mover,
E é para além do mar a ansiada Ilha.



Nesse estado de convalescença e inutilidade, nada se alcança, nada se consegue. Metaforicamente os limos esverdeiam a quilha do barco e o vento abana-o sem o mover. Para além do mar estará a "ansiada Ilha" que é, nela própria, o objectivo de conseguir alguma coisa. A Ilha representa a vida que o sujeito poético não consegue ter e que nem sequer se imagina a conseguir ter, de tão distante. Para ele, desesperado, a Ilha bem poderia estar para além de todos os mares e de todos os horizontes. Ele nem sequer consegue pôr o seu "barco" a navegar.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

As mais belas Bibliotecas do Mundo: BIBLIOTECA NACIONAL DE PARIS, FRANÇA

BIBLIOTECA NACIONAL DE PARIS, FRANÇA


A Arquitectura


A Biblioteca Nacional de Paris constitui a obra-prima de Henri Labrouste (1801-1875) que, para além de arquitecto, revela ali a sua faceta de engenheiro.
Antes de alcançar o êxito como arquitecto com a concepção da Biblioteca Nacional (1861-1868), Labrouste tinha já projectado a biblioteca de Sainte-Geneviève (1843-1850), cujo interior é sustentado por colunas e abóbadas de ferro fundido. Foi a primeira vez que este arquitecto usou uma armação de ferro num edifício público.
Na Biblioteca Nacional o arquitecto fez um uso extensivo do ferro que sustenta uma estrutura de alvenaria. O espaço mais notável é a sala de leitura, povoada por finas colunas com os seus capitéis coríntios e cúpulas com clarabóias envidraçadas que, elevando-se a mais de nove metros do solo, são o meio difusor de luminosidade no interior da sala. Tal como a sala de leitura, a sala de reservas é outra realização notável ao nível da cobertura, concebida inteiramente com vidro, provocando a penetração da luz difundida depois pelas clarabóias do pavimento. O ferro aliado ao vidro concede a estes espaços um efeito notável.
Neste edifício, Labrouste revela duas vertentes da sua arquitectura. Se por um lado alcança um grande modernismo, por outro lado está presente um gosto convencional. Para além de ser considerado o iniciador da escola racionalista em França, foi também uma referência para a geração de arquitectos modernos posteriores.



A História


A Bibliothèque Nationale de France, (Em francês: "Biblioteca Nacional da França"), é uma das mais importante da França e uma das mais antigas do mundo, localizada em Paris.
Biblioteca Real de França em primeiro lugar, a Bibliothèque du Roi ("Biblioteca do Rei"), datado do reinado de Carlos V (1364-1380), instalou 1.200 manuscritos no Museu do Louvre. Esta biblioteca foi dispersada, mas sob Louis XI (reinou de 1461-1483), outro foi criado. Em 1544 Francis mudou a biblioteca para Fontainebleau, a partir de 1537 e que recebeu uma cópia de cada publicação francesa.  A biblioteca foi transferida para Paris entre 1567 e 1593, e o primeiro catálogo real das suas participações foi compilado em 1622. Abriu pela primeira vez ao público em 1692, a biblioteca foi transferida para o Palácio Mazarin na rue de Richelieu, em 1721 e sofreu sucessivas expansões depois.

A biblioteca foi renomeada, para Bibliothèque Nationale em 1795, e beneficiou pelos confiscos Revolucionárias da igreja e colecções de livros paroquiais e mais tarde por aquisições de Napoleão. As colecções, que foram estimadas em cerca de 300.000 volumes com a eclosão da Revolução, tinham mais que dobrado. Durante o séc, XIX, o administrador Léopold Victor Delisle, organizou a colecção extensa e valiosa da biblioteca de manuscritos. Em 1926, a Bibliothèque Nationale entrou num consórcio de bibliotecas parisienses que, no final do séc. XX, incluía a Biblioteca Arsenal e as bibliotecas da Ópera e do Conservatório Nacional de Música.














Às voltas com a VODAFONE: Mário Vaz substitui António Coimbra na Vodafone Portugal

À Volta com a Economia: Estado arrecada menos impostos do que quando IVA estava nos 21% (Ora aí está as boas medidas do "nosso" ministro, não acerta uma!)



Estado arrecada menos impostos do que quando IVA estava nos 21%


A cobrança de impostos está a correr tão mal que até em 2008, quando a taxa de IVA estava em 21%, o Estado conseguiu arrecadar mais receita.

A cobrança de impostos está a correr tão mal que até em 2008, quando a taxa de IVAestava em 21%, o Estado conseguiu arrecadar mais receita. A conclusão é da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) que na análise à execução orçamental até Junho defende que o cumprimento das metas de receita fiscal e da Segurança Social "já não parece possível".

"A receita proveniente de impostos indirectos foi inclusivamente inferior à registada no mesmo período de 2008, altura em que a taxa normal de IVA era de 21%, ao invés da actual, 23%", refere o relatório dos técnicos do Parlamento. No primeiro semestre de 2008 os impostos indirectos renderam 10.466 milhões de euros, a passo que agora o Fisco arrecadou 9.778 milhões. Ou seja, menos 6,6%. No entanto, em 2008, o ano em que o Lehman Brothers faliu acelerando a crise mundial que tinha começado um ano antes com o ‘subprime' nos EUA, a economia portuguesa estagnou. De lá para cá, Portugal prepara-se para registar o terceiro ano de recessão - os outros foram em 2009 e 2011 -, com as previsões a apontarem para uma queda do PIB de 3% este ano.

No primeiro semestre de 2012, a receita com impostos indirectos caiu 5% em relação ao período homólogo, muito aquém do objectivo de um crescimento de 7,9% fixado pelo Governo no Orçamento Rectificativo. Para que este objectivo se concretize "será necessária uma recuperação extremamente significativa daquela receita no segundo semestre, correspondente a um aumento homólogo de 2.125 milhões de euros (+21,1%)", calcula a UTAO.

Fonte: Diário Económico ONLINE

terça-feira, 31 de julho de 2012

À Volta com a Vida: "Estado Social pode colapsar antes de 2020"



"Estado Social pode colapsar antes de 2020"
 
Medina Carreira explica que esse cenário vai tornar-se real se o Governo não fizer uma reforma profunda.

 Henrique Medina Carreira acredita que o Estado Social vai acabar antes de 2020. Na TVI24, o antigo ministro das Finanças explicou que esse cenário pode ser real se não se fizer uma reforma profunda.

"O último esteio para esta sociedade não esbarrondar de repente é a preservação social. O Estado Social é decisivo", afirmou. "O Governo não está a perceber que está aqui uma bomba-relógio na sociedade portuguesa", avisou.

Medina Carreira defendeu que o Executivo devia adotar "uma política de decência, um choque de decência". E deixou algumas sugestões: "Era decente atacar o problema das PPP" e "atacar o problema dos rendimentos excessivos na eletricidade" e ainda atacar "o espavento que é as frotas automóveis dos ministros".



Fonte: Diário Económico ONLINE

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Notícia(s) do Dia: António Costa não afasta candidatura à liderança do PS




António Costa não afasta candidatura à liderança do PS


O presidente da Câmara de Lisboa diz que "nunca se verificaram as circunstâncias" para se candidatar a secretário-geral do PS, mas admite ter "algumas qualidades" úteis para a função.


Concentrado na vida autárquica, António Costa admite que houve alturas em que quis ser secretário-geral do PS e que tem mesmo "algumas qualidades" úteis para a função, mas lembra que este não é o momento para colocar a questão.

Cinco anos depois de ter tomado posse como presidente da Câmara de Lisboa, a 1 de agosto de 2007, o ex-ministro da Administração Interna diz, em entrevista à agência Lusa, que governar um município "tem de implicar um grande gosto" e disponibilidade permanente, envolvendo um grau de exigência "muito superior a ser membro do Governo".

Há alguns anos não se imaginava à frente da autarquia da capital, mas, de qualquer forma, entende que não se escolhe o que se quer fazer na política: "Já vi gente tão infeliz com imensos sonhos de vida que não realizaram e o que tenho visto é que a vida política é menos aquilo que nós queremos que seja, mas aquilo que em cada momento uma pessoa pode ser em função da utilidade que tem".

Sobre a possibilidade de ser secretário-geral socialista, como defenderam já várias figuras do partido, António Costa considera que "nunca se verificaram as circunstâncias" para assumir o cargo.
Questão não se coloca agora

"Houve alturas em que eu queria e não podia ser, houve alturas em que eu queria e havia pessoas mais bem colocadas, houve alturas em que não queria.

Essas perguntas não se fazem em abstracto, fazem-se no momento certo, quando as oportunidades existem.

Neste momento é um problema que não se coloca, o PS tem um líder. Se um dia estiver em discussão, poder-me-á fazer a pergunta e logo verei que resposta estarei em condições de dar", afirma.

Por isso, e apesar de assumir que poderá voltar a candidatar-se nas autárquicas de 2013, a hipótese não está excluída.

"Se me perguntar se eu posso ser guarda-redes do Benfica, digo-lhe claramente não posso ser guarda-redes. Ser secretário-geral do PS é diferente. Acho que tenho algumas qualidades que poderia mobilizar a favor dessa função. É uma pergunta que se pode fazer em abstrato, não se pode é responder em abstracto", sustenta.
Centrado no trabalho autárquico

Por estar "muito concentrado no trabalho autárquico", António Costa refere que não tem acompanhado o desempenho do PS com a atenção necessária para "fazer uma avaliação muito justa do trabalho de oposição que o partido tem ou não feito na Assembleia da República", pelo que prefere não fazer comentários à prestação dos socialistas.

Os contactos com o grupo parlamentar têm sido, aliás, "muito poucos".

No entanto, e embora não seja habitualmente visto em público com António José Seguro como com o anterior secretário-geral, José Sócrates, assegura que a sua relação com o partido é, como sempre foi, muito normal: "Não tenho estados de alma com o PS, nem creio que o PS tenha estados de alma comigo".


Fonte: Expresso ONLINE

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O Mundo que nos Rodeia: Entregava o seu património a Miguel Relvas?



Por: DANIEL OLIVEIRA


Entregava o seu património a Miguel Relvas?


Miguel Relvas é, mesmo que muitos acreditem que tudo passará, um ministro a prazo. Já todos os jornalistas, todos os políticos da oposição e até todos os humoristas perceberam que a sua vida é um poço sem fundo de escândalos. Mas ele tem uma função: privatizar a RTP. E privatizar com uma agenda. Mudando o panorama mediático português e, com ele, o panorama político. Dando, provavelmente, espaço mediático a uma direita trauliteira e radical. E, no meio, tratando, da forma expedita que já lhe conhecemos, de negócios.

Acontece que Miguel Relvas, o político mais desprezado pelos portugueses, não tem legitimidade moral para vender nada que seja do Estado. Que seja património nosso. Com um outro ministro, eu, como cidadão, discutirei o disparate que é esta privatização. O disparate para o Serviço Público de Televisão e o disparate para o mercado publicitário e, por efeito, para televisões, rádios e jornais, levando a falências em catadupa e diminuindo, em vez de aumentar, o pluralismo da informação no nosso País. Valor que, já se percebeu, preocupa pouco este governo e os que o antecederam. Mas não é nada disto que se discute com Relvas. Com Relvas estamos sempre à espera de esquemas e negociatas. Nenhum negócio que tenha Miguel Relvas como ministro da tutela pode estar fora de suspeitas. Seria como pôr Dias Loureiro a tratar da privatização de parte da Caixa Geral de Depósitos.

Muitos têm dito que os ataques a Miguel Relvas resultam do processo de privatização da RTP. As teorias da conspiração valem o que valem. Mas aceitando que seja verdade, ficam as perguntas: não é importante sabermos da honestidade de quem vai tratar da venda do nosso património? Não é o respeito pela liberdade de imprensa fundamental num ministro que trata de assunto tão sensível para a saúde da nossa comunicação social? Serei, até ao último segundo, contra a privatização de um canal da RTP. Sempre foi e sempre será esta a minha posição. Mas neste momento é uma coisa mais comezinha que me faz escrever: serei contra a venda de um lápis que seja se o vendedor do que é meu for Miguel Relvas. E nem preciso de explicar porquê. Todos sabem o que lhe falta. Até ele.

Fonte: Expresso ONLINE

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O Poeta é um fingidor




Assim, Sem Nada Feito e o Por Fazer


Assim, sem nada feito e o por fazer
Mal pensado, ou sonhado sem pensar,
Vejo os meus dias nulos decorrer,
E o cansaço de nada me aumentar.

Perdura, sim, como uma mocidade
Que a si mesma se sobrevive, a esperança,
Mas a mesma esperança o tédio invade,
E a mesma falsa mocidade cansa.

Ténue passar das horas sem proveito,
Leve correr dos dias sem acção,
Como a quem com saúde jaz no leito
Ou quem sempre se atrasa sem razão.

Vadio sem andar, meu ser inerte
Contempla-me, que esqueço de querer,
E a tarde exterior seu tédio verte
Sobre quem nada fez e nada quere.

Inútil vida, posta a um canto e ida
Sem que alguém nela fosse, nau sem mar,
Obra solentemente por ser lida,
Ah, deixem-se sonhar sem esperar!



análise do poema "assim, sem nada feito e o por fazer"



 
O poema que se inicia com "Assim, sem nada feito e o por fazer..." é um poema ortónimo de Fernando Pessoa.

Trata-se de um poema feito para o cancioneiro, ou seja, originalmente pensado para ser musicado. E podemos ver como no ritmo da poesia há uma tendência natural para imaginar os versos cantados, pois são algo extensos e elaborados.

No entanto a temática é uma temática comum a tantos outros poemas ortónimos de Pessoa: trata da desilusão com a vida e na esperança numa vida melhor.

Assim, sem nada feito e o por fazer
Mal pensado, ou sonhado sem pensar,
Vejo os meus dias nulos decorrer,
E o cansaço de nada me aumentar.

Perdura, sim, como uma mocidade
Que a si mesma se sobrevive, a esperança,
Mas a mesma esperança o tédio invade,
E a mesma falsa mocidade cansa.

Este é certamente um poema de juventude porque o sujeito poético continua - embora já de uma forma enfraquecida - a acreditar na "esperança". Há nele um grande cansaço, porque os seus sonhos não se realizam ("sem nada feito") e não tem claros os planos para o futuro ("o por fazer"), mas perdura nele a esperança. É curioso que ele ligue a esperança à mocidade, à juventude. Na realidade é na juventude que sempre esperamos pelo melhor e onde geralmente temos os mais altos sonhos, sendo que a idade adulta muitas das vezes, a chegar, nos tira certas ilusões sobre o que podemos ou não conseguir fazer.

Tênue passar das horas sem proveito,
Leve correr dos dias sem acção,
Como a quem com saúde jaz no leito
Ou quem sempre se atrasa sem razão.

Vadio sem andar, meu ser inerte
Contempla-me, que esqueço de querer,
E a tarde exterior seu tédio verte
Sobre quem nada fez e nada quere.

Inútil vida, posta a um canto e ida
Sem que alguém nela fosse, nau sem mar,
Obra solentemente por ser lida,
Ah, deixem-se sonhar sem esperar!

Outro apontamento que nos indica que este poema é de juventude é uma grande impaciência. Ao longo do tempo pode-se comprovar na escrita de Fernando Pessoa um crescendo em termos de aceitação da realidade. Aqui ele ainda não aceita essa realidade, seja positiva ou negativa, apenas lhe incomoda que os dias passem "sem proveito", sem que nada aconteça de importante e ele permaneça desconhecido, sem nada ter conseguido de relevante. É por isso que ele, no final, contrapõe o sonho à realidade - "Ah, deixem-se sonhar sem esperar!". Na verdade o sonho não precisa da realidade para se concretizar - todos os sonhos podem ser imediatamente reais na nossa imaginação. O problema está mesmo em imaginar algo e depois esperar que esse algo se concretize na vida real. Ele está cansado precisamente dessa espera, sentindo-se inútil - um "vadio sem andar" e esse tédio, esse sentimento de nada se concretizar, começa a invadi-lo e a incomodá-lo.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Notícia(s) do Dia: Processo Relvas seria impossível numa universidade pública




Processo Relvas seria impossível numa universidade pública

Nota:
Como sei que o meu Blog é lido e consultado fora dos país, esclareço: este senhor conseguiu através do seu curriculum, licenciar-se obtendo equivalências a 34 Unidades Curriculares, tendo apenas que fazer 4 Unidades Curriculares. Dessas 4 Unidades Curriculares, ninguém se lembra de o ver na faculdade, por isso obteve um "curso" sem nunca ter ido às aulas, não tendo aparecido qualquer exame, quer final, quer de avaliação contínua. Este senhor, é Ministro dos Assuntos Parlamentares (segunda figura do governo) do governo português. Assim vai Portugal. (Este parágrafo é da minha inteira responsabilidade)



Presidente do Conselho de Reitores afirmou hoje que numa universidade pública jamais um aluno ficaria licenciado fazendo apenas algumas cadeiras.

O presidente do Conselho de Reitores garantiu hoje que seria impossível numa universidade pública obter uma licenciatura fazendo apenas algumas cadeiras, numa referência clara ao polémico processo de Miguel Relvas na Lusófona.


"Acho que é uma situação que não se põe nas universidades públicas", afirmou António Rendas na RTP assegurando ainda que não existem casos semelhantes numa universidade do Estado.

"Como eu costumo dizer, é uma questão de a pessoa levantar-se de manhã, olhar-se no espelho e dizer que está a cumprir o seu papel", acrescentou Rendas, rematando: "É uma situação que nas universidades públicas de forma nenhuma se pode pôr".

Fonte: Expresso ONLINE

terça-feira, 24 de julho de 2012

As mais belas Bibliotecas do Mundo: BIBLIOTECA RIJKSMUSEUM LIBRARY, AMESTERDÃO, HOLANDA



Biblioteca Rijksmuseum Library, Amestardão, Holanda


A biblioteca de Rijkmuseum localiza-se em Amesterdão, na Holanda dentro do Rijkmuseum, que é o museu holandês nacional, localizado na Museumplein . O museu é dedicado a artes, artesanato e história. Conta com uma grande colecção de pinturas da Idade de Ouro holandesa e uma substancial colecção de arte asiática.

O museu foi fundado em 1800 em Haia, para expor as colecções dos stadtholders holandeses (não encontrei tradução para essa palavra, que aparentemente é alemã). Foi inspirado pelo exemplo francês. Por conta desta influência ele era conhecido como o Galeria de Arte Nacional ( do holandês: Nationale Kunst-Gallerij). Em 1808 o museu mudou-se para Amesterdão sob as ordens do rei Louis Bonaparte, irmão de Napoleão Bonaparte. As pinturas daquela cidade, como A Ronda Noturna de Rembrandt, tornaram-se parte da colecção

Em 1863, houve um concurso de design de um novo prédio para o Rijksmuseum, mas nenhuma das propostas foi considerada de qualidade suficiente. Em 1876 um novo concurso foi realizado e desta vez venceu Pierre Cuypers. O projecto foi uma combinação de elementos góticos e renascentistas. A construção começou em 01 de Outubro de 1876. No interior e no exterior, o edifício foi ricamente decorado com referências à história da arte holandesa. Outro concurso foi realizado para essas decorações. Os vencedores foram B. van Hove e JF Vermeylen para a esculturas , G. Sturm para o azulejo e pintura e WF Dixon para o vitral . O museu foi aberto no seu novo local, a 13 de Julho de 1885. A frente do museu está localizado na Stadhouderskade , mas do outro lado tem uma posição de destaque na Museumplein, hoje em dia entre os Museu Van Gogh , o Stedelijk Museum Amsterdam , e o Concertgebouw. A Biblioteca Rijksmuseum tem a maior biblioteca de história da arte na Holanda. Catálogos de leilões e exposições, comércio e colecta de catálogos, bem como livros, periódicos e relatórios anuais relativos às colecções do museu foram recolhidos sem interrupção desde 1885. Livros e periódicos não podem ser emprestados por visitantes externos. Todas as publicações da colecção da biblioteca podem ser vistos na sala de leitura. A associação é necessária, mas ele é livre. A Biblioteca conta ainda com o maior público de uma biblioteca sobre história da arte na Holanda. O catálogo web on-line contém cerca de 200.000 monografias, 3.200 periódicos e 30.000 vendas de arte em catálogos

Desde a reforma do complexo de edifícios no Rijksmuseum, que começou em 2003, a biblioteca não está situada no edifício principal, projectado pelo arquitecto Cuypers PJH . A biblioteca está agora alojada no Frans van Mierisstraat 92 em Amsterdam, e está aberto de terça a sábado, das 10:00 h às 17:00 h, com serviço limitado 13:00-14:00.


Acesso ao site do museu:
http://www.rijksmuseum.nl/wetenschap/bibliotheek .Fontes: http://www.rijksmuseum.nl/wetenschap/bibliotheek, Wikipédia, Flirck: French Audrey e enchantang, http://www.aleitora.com.br/2011/07/listas-10-bibliotecas-incriveis-pelo-mundo/#more-5359







Notícia(s) do Dia: Moody's coloca em perspetiva negativa 'rating' da Alemanha, Holanda e Luxemburgo




Moody's coloca em perspetiva negativa 'rating' da Alemanha, Holanda e Luxemburgo


A agência de notação financeira Moody's colocou em perspetiva negativa o 'outlook' para as economias da Alemanha, Holanda e Luxemburgo, o primeiro passo para um eventual corte do 'rating' atribuído.

A Moody's disse que estes países (todos têm atualmente AAA, a nota mais elevada) estão ameaçadas pelos probelmas que a Zona Euro enfrenta, nomeadamente uma possível saída da Grécia do euro.

Quando as perspetivas das agências de notação financeira estão em terreno negativo, isso significa que o 'rating' atualmente atribuído pode vir a sofrer cortes no curto prazo.

Fonte: LUSA

sexta-feira, 20 de julho de 2012

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Notícia(s) do Dia: Ministro francês considera salário de Ibrahimovic "indecente"



Ministro francês considera salário de Ibrahimovic "indecente"

Ministro francês do Orçamento questionou os valores do salário de Zlatan Ibrahimovic, apresentado como reforço do Paris Saint-Germain.

O ministro francês do Orçamento, Jérôme Cahuzac, considerou hoje de "indecentes" os números divulgados sobre o salário do sueco Zlatan Ibrahimovic, apresentado na quarta-feira como "reforço" do Paris Saint-Germain.

"Os valores não são impressionantes, são indecentes", afirmou Cahuzac, em declarações à rádio Europe 1, citadas pela AFP, aludindo ao salário anual do futebolista, que alinhava nos italianos do AC Milan, que deverá rondar os 15 milhões de euros.

Para o governante gaulês, os valores "são indecentes numa altura em que cada um, em todo o Mundo, tem de fazer esforços", questionando ainda a utilização de montantes tão elevados na modalidade.

"Tememos que tenha consequências desastrosas, porque sabemos que muitos clubes, particularmente no sul da Europa, têm dívidas acima do razoável", recordou Cahuzac.
Ministra dos desportos quer regulação

Na quarta-feira, a ministra francesa dos Desportos, Valérie Fourneyron, mostrou-se igualmente impressionada, ao considerar que os valores em causa, na transferência de Ibrahimovic, "são astronómicos, insensatos" e a defender a implementação de regulação no futebol.

"Lembramo-nos, novamente, que a regulação é necessária, como Michel Platini [presidente da UEFA] propôs a limitação dos salários em função dos orçamentos", referiu.

O Paris Saint-Germain apresentou Ibrahimovic na quarta-feira, primeiro à comunicação social no Parque dos Príncipes e, depois, aos adeptos nos Campos Elísios.

O sueco e o brasileiro Thiago Silva foram contratados pelos parisienses ao AC Milan por um valor estimado entre os 70 e os 80 milhões de euros.

Desde o ano passado, o PSG tem como acionista maioritário o grupo Qatar Sports Investiments, que está a investir fortemente no reforço do plantel. O PSG não vence o campeonato francês desde 1994.


Fonte: Expresso ONLINE