sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Imagem do Dia...A LEITURA

Esta nova pequena crónica tem como objectivo reflectir a Imagem do Dia, aquele momento que consideramos mais relevante, quer pela sua qualidade, quer pela sua ousadia, quer ainda pela sua interiorização. Pretendo assim, diáriamente, colocar uma foto de algo que faça com que a nossa reflexão seja "um olhar sobre o Mundo que nos Rodeia" e nos coloque questões perante a sociedade que vivemos. Espero que gostem!


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Poeta é um fingidor



A Minha Vida é um Barco Abandonado

A minha vida é um barco abandonado
Infiel, no ermo porto, ao seu destino.
Por que não ergue ferro e segue o atino
De navegar, casado com o seu fado?

Ah! falta quem o lance ao mar, e alado
Torne seu vulto em velas; peregrino
Frescor de afastamento, no divino
Amplexo da manhã, puro e salgado.

Morto corpo da acção sem vontade
Que o viva, vulto estéril de viver,
Boiando à tona inútil da saudade.

Os limos esverdeiam tua quilha,
O vento embala-te sem te mover,
E é para além do mar a ansiada Ilha.



Análise do poema "a minha vida é um barco abandonado"



O poema que se inicia com "A minha vida é um barco abandonado" é um poema ortónimo de Fernando Pessoa, ou seja, é um poema que Pessoa escreveu em seu próprio nome, não usando um dos nomes dos seus heterónimos.

A temática do poema tem a ver com a visão da vida pelo sujeito poético, que a compara a um "barco abandonado". O que quer isto dizer? Vejamos numa análise estrofe a estrofe do poema:


A minha vida é um barco abandonado
Infiel, no ermo porto, ao seu destino.
Por que não ergue ferro e segue o atino
De navegar, casado com o seu fado?

O sujeito poético usa a metáfora do barco abandonado porque a sua vida se assemelha, quanto a ele, a algo saído da sua rota original desejada. Ou melhor, é um barco que nem sequer se chegou a fazer ao mar. A sua vida não chegou a iniciar-se realmente, não teve um significado maior, mais real. A vida "infiel (...) ao seu destino", é uma vida estranha ao seu próprio destino, ou seja, que não se chegou a cumprir. Existe, mas parada, sem acção, sem atitude. Ele questiona, por isso, porque ela não "ergue ferro e segue o atino / De navegar". Na realidade é o que todas as vidas parecem fazer, menos a dele. Todas as vidas correm, como barcos, numa direcção qualquer e apenas a dele parece parada, sem destino e sem movimento. Há aqui uma grande desilusão com a vida e, simultaneamente, uma sensação plena de afastamento em relação a ela.


Ah! falta quem o lance ao mar, e alado
Torne seu vulto em velas; peregrino
Frescor de afastamento, no divino
Amplexo da manhã, puro e salgado.

Porque é que o barco não se lança ao mar (porque é que a vida dele não começa realmente)? O sujeito poético acusa a falha: "Falta quem o lance ao mar". Não se percebe quem será o culpado realmente, mas a suspeição cai perante o próprio sujeito poético. É Fernando Pessoa que se acha incapaz de lançar o seu próprio barco ao mar, a sua própria vida. Falta-lhe o ímpeto, a vontade de acção.


Morto corpo da acção sem vontade
Que o viva, vulto estéril de viver,
Boiando à tona inútil da saudade.

Sem quem o lance, o barco fica assim "morto corpo da acção sem vontade / que o viva". Ou seja, é um acto por se cumprir, por falta de vontade. Há que compreender que Fernando Pessoa se refere a si mesmo quando fala assim por metáforas. Ele diz-nos que se sentia incapaz de fazer por ter uma vida melhor, com mais significado, que era incapaz de ter amigos verdadeiros, uma família, um objectivo comum como todos os outros homens. Por falta disso, ele estava só e afastado de tudo - imensamente infeliz e deprimido, sem vontade de nada, "vulto estéril de viver, / Boiando à tona inútil da saudade". Esta última frase é categórica e inegável. Estar a boiar à tona inútil da saudade quer dizer que se vive das memórias mas não se faz nada para sair desse estado de inacção.

Os limos esverdeiam tua quilha,
O vento embala-te sem te mover,
E é para além do mar a ansiada Ilha.



Nesse estado de convalescença e inutilidade, nada se alcança, nada se consegue. Metaforicamente os limos esverdeiam a quilha do barco e o vento abana-o sem o mover. Para além do mar estará a "ansiada Ilha" que é, nela própria, o objectivo de conseguir alguma coisa. A Ilha representa a vida que o sujeito poético não consegue ter e que nem sequer se imagina a conseguir ter, de tão distante. Para ele, desesperado, a Ilha bem poderia estar para além de todos os mares e de todos os horizontes. Ele nem sequer consegue pôr o seu "barco" a navegar.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

As mais belas Bibliotecas do Mundo: BIBLIOTECA NACIONAL DE PARIS, FRANÇA

BIBLIOTECA NACIONAL DE PARIS, FRANÇA


A Arquitectura


A Biblioteca Nacional de Paris constitui a obra-prima de Henri Labrouste (1801-1875) que, para além de arquitecto, revela ali a sua faceta de engenheiro.
Antes de alcançar o êxito como arquitecto com a concepção da Biblioteca Nacional (1861-1868), Labrouste tinha já projectado a biblioteca de Sainte-Geneviève (1843-1850), cujo interior é sustentado por colunas e abóbadas de ferro fundido. Foi a primeira vez que este arquitecto usou uma armação de ferro num edifício público.
Na Biblioteca Nacional o arquitecto fez um uso extensivo do ferro que sustenta uma estrutura de alvenaria. O espaço mais notável é a sala de leitura, povoada por finas colunas com os seus capitéis coríntios e cúpulas com clarabóias envidraçadas que, elevando-se a mais de nove metros do solo, são o meio difusor de luminosidade no interior da sala. Tal como a sala de leitura, a sala de reservas é outra realização notável ao nível da cobertura, concebida inteiramente com vidro, provocando a penetração da luz difundida depois pelas clarabóias do pavimento. O ferro aliado ao vidro concede a estes espaços um efeito notável.
Neste edifício, Labrouste revela duas vertentes da sua arquitectura. Se por um lado alcança um grande modernismo, por outro lado está presente um gosto convencional. Para além de ser considerado o iniciador da escola racionalista em França, foi também uma referência para a geração de arquitectos modernos posteriores.



A História


A Bibliothèque Nationale de France, (Em francês: "Biblioteca Nacional da França"), é uma das mais importante da França e uma das mais antigas do mundo, localizada em Paris.
Biblioteca Real de França em primeiro lugar, a Bibliothèque du Roi ("Biblioteca do Rei"), datado do reinado de Carlos V (1364-1380), instalou 1.200 manuscritos no Museu do Louvre. Esta biblioteca foi dispersada, mas sob Louis XI (reinou de 1461-1483), outro foi criado. Em 1544 Francis mudou a biblioteca para Fontainebleau, a partir de 1537 e que recebeu uma cópia de cada publicação francesa.  A biblioteca foi transferida para Paris entre 1567 e 1593, e o primeiro catálogo real das suas participações foi compilado em 1622. Abriu pela primeira vez ao público em 1692, a biblioteca foi transferida para o Palácio Mazarin na rue de Richelieu, em 1721 e sofreu sucessivas expansões depois.

A biblioteca foi renomeada, para Bibliothèque Nationale em 1795, e beneficiou pelos confiscos Revolucionárias da igreja e colecções de livros paroquiais e mais tarde por aquisições de Napoleão. As colecções, que foram estimadas em cerca de 300.000 volumes com a eclosão da Revolução, tinham mais que dobrado. Durante o séc, XIX, o administrador Léopold Victor Delisle, organizou a colecção extensa e valiosa da biblioteca de manuscritos. Em 1926, a Bibliothèque Nationale entrou num consórcio de bibliotecas parisienses que, no final do séc. XX, incluía a Biblioteca Arsenal e as bibliotecas da Ópera e do Conservatório Nacional de Música.














Às voltas com a VODAFONE: Mário Vaz substitui António Coimbra na Vodafone Portugal

À Volta com a Economia: Estado arrecada menos impostos do que quando IVA estava nos 21% (Ora aí está as boas medidas do "nosso" ministro, não acerta uma!)



Estado arrecada menos impostos do que quando IVA estava nos 21%


A cobrança de impostos está a correr tão mal que até em 2008, quando a taxa de IVA estava em 21%, o Estado conseguiu arrecadar mais receita.

A cobrança de impostos está a correr tão mal que até em 2008, quando a taxa de IVAestava em 21%, o Estado conseguiu arrecadar mais receita. A conclusão é da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) que na análise à execução orçamental até Junho defende que o cumprimento das metas de receita fiscal e da Segurança Social "já não parece possível".

"A receita proveniente de impostos indirectos foi inclusivamente inferior à registada no mesmo período de 2008, altura em que a taxa normal de IVA era de 21%, ao invés da actual, 23%", refere o relatório dos técnicos do Parlamento. No primeiro semestre de 2008 os impostos indirectos renderam 10.466 milhões de euros, a passo que agora o Fisco arrecadou 9.778 milhões. Ou seja, menos 6,6%. No entanto, em 2008, o ano em que o Lehman Brothers faliu acelerando a crise mundial que tinha começado um ano antes com o ‘subprime' nos EUA, a economia portuguesa estagnou. De lá para cá, Portugal prepara-se para registar o terceiro ano de recessão - os outros foram em 2009 e 2011 -, com as previsões a apontarem para uma queda do PIB de 3% este ano.

No primeiro semestre de 2012, a receita com impostos indirectos caiu 5% em relação ao período homólogo, muito aquém do objectivo de um crescimento de 7,9% fixado pelo Governo no Orçamento Rectificativo. Para que este objectivo se concretize "será necessária uma recuperação extremamente significativa daquela receita no segundo semestre, correspondente a um aumento homólogo de 2.125 milhões de euros (+21,1%)", calcula a UTAO.

Fonte: Diário Económico ONLINE

terça-feira, 31 de julho de 2012

À Volta com a Vida: "Estado Social pode colapsar antes de 2020"



"Estado Social pode colapsar antes de 2020"
 
Medina Carreira explica que esse cenário vai tornar-se real se o Governo não fizer uma reforma profunda.

 Henrique Medina Carreira acredita que o Estado Social vai acabar antes de 2020. Na TVI24, o antigo ministro das Finanças explicou que esse cenário pode ser real se não se fizer uma reforma profunda.

"O último esteio para esta sociedade não esbarrondar de repente é a preservação social. O Estado Social é decisivo", afirmou. "O Governo não está a perceber que está aqui uma bomba-relógio na sociedade portuguesa", avisou.

Medina Carreira defendeu que o Executivo devia adotar "uma política de decência, um choque de decência". E deixou algumas sugestões: "Era decente atacar o problema das PPP" e "atacar o problema dos rendimentos excessivos na eletricidade" e ainda atacar "o espavento que é as frotas automóveis dos ministros".



Fonte: Diário Económico ONLINE

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Notícia(s) do Dia: António Costa não afasta candidatura à liderança do PS




António Costa não afasta candidatura à liderança do PS


O presidente da Câmara de Lisboa diz que "nunca se verificaram as circunstâncias" para se candidatar a secretário-geral do PS, mas admite ter "algumas qualidades" úteis para a função.


Concentrado na vida autárquica, António Costa admite que houve alturas em que quis ser secretário-geral do PS e que tem mesmo "algumas qualidades" úteis para a função, mas lembra que este não é o momento para colocar a questão.

Cinco anos depois de ter tomado posse como presidente da Câmara de Lisboa, a 1 de agosto de 2007, o ex-ministro da Administração Interna diz, em entrevista à agência Lusa, que governar um município "tem de implicar um grande gosto" e disponibilidade permanente, envolvendo um grau de exigência "muito superior a ser membro do Governo".

Há alguns anos não se imaginava à frente da autarquia da capital, mas, de qualquer forma, entende que não se escolhe o que se quer fazer na política: "Já vi gente tão infeliz com imensos sonhos de vida que não realizaram e o que tenho visto é que a vida política é menos aquilo que nós queremos que seja, mas aquilo que em cada momento uma pessoa pode ser em função da utilidade que tem".

Sobre a possibilidade de ser secretário-geral socialista, como defenderam já várias figuras do partido, António Costa considera que "nunca se verificaram as circunstâncias" para assumir o cargo.
Questão não se coloca agora

"Houve alturas em que eu queria e não podia ser, houve alturas em que eu queria e havia pessoas mais bem colocadas, houve alturas em que não queria.

Essas perguntas não se fazem em abstracto, fazem-se no momento certo, quando as oportunidades existem.

Neste momento é um problema que não se coloca, o PS tem um líder. Se um dia estiver em discussão, poder-me-á fazer a pergunta e logo verei que resposta estarei em condições de dar", afirma.

Por isso, e apesar de assumir que poderá voltar a candidatar-se nas autárquicas de 2013, a hipótese não está excluída.

"Se me perguntar se eu posso ser guarda-redes do Benfica, digo-lhe claramente não posso ser guarda-redes. Ser secretário-geral do PS é diferente. Acho que tenho algumas qualidades que poderia mobilizar a favor dessa função. É uma pergunta que se pode fazer em abstrato, não se pode é responder em abstracto", sustenta.
Centrado no trabalho autárquico

Por estar "muito concentrado no trabalho autárquico", António Costa refere que não tem acompanhado o desempenho do PS com a atenção necessária para "fazer uma avaliação muito justa do trabalho de oposição que o partido tem ou não feito na Assembleia da República", pelo que prefere não fazer comentários à prestação dos socialistas.

Os contactos com o grupo parlamentar têm sido, aliás, "muito poucos".

No entanto, e embora não seja habitualmente visto em público com António José Seguro como com o anterior secretário-geral, José Sócrates, assegura que a sua relação com o partido é, como sempre foi, muito normal: "Não tenho estados de alma com o PS, nem creio que o PS tenha estados de alma comigo".


Fonte: Expresso ONLINE

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O Mundo que nos Rodeia: Entregava o seu património a Miguel Relvas?



Por: DANIEL OLIVEIRA


Entregava o seu património a Miguel Relvas?


Miguel Relvas é, mesmo que muitos acreditem que tudo passará, um ministro a prazo. Já todos os jornalistas, todos os políticos da oposição e até todos os humoristas perceberam que a sua vida é um poço sem fundo de escândalos. Mas ele tem uma função: privatizar a RTP. E privatizar com uma agenda. Mudando o panorama mediático português e, com ele, o panorama político. Dando, provavelmente, espaço mediático a uma direita trauliteira e radical. E, no meio, tratando, da forma expedita que já lhe conhecemos, de negócios.

Acontece que Miguel Relvas, o político mais desprezado pelos portugueses, não tem legitimidade moral para vender nada que seja do Estado. Que seja património nosso. Com um outro ministro, eu, como cidadão, discutirei o disparate que é esta privatização. O disparate para o Serviço Público de Televisão e o disparate para o mercado publicitário e, por efeito, para televisões, rádios e jornais, levando a falências em catadupa e diminuindo, em vez de aumentar, o pluralismo da informação no nosso País. Valor que, já se percebeu, preocupa pouco este governo e os que o antecederam. Mas não é nada disto que se discute com Relvas. Com Relvas estamos sempre à espera de esquemas e negociatas. Nenhum negócio que tenha Miguel Relvas como ministro da tutela pode estar fora de suspeitas. Seria como pôr Dias Loureiro a tratar da privatização de parte da Caixa Geral de Depósitos.

Muitos têm dito que os ataques a Miguel Relvas resultam do processo de privatização da RTP. As teorias da conspiração valem o que valem. Mas aceitando que seja verdade, ficam as perguntas: não é importante sabermos da honestidade de quem vai tratar da venda do nosso património? Não é o respeito pela liberdade de imprensa fundamental num ministro que trata de assunto tão sensível para a saúde da nossa comunicação social? Serei, até ao último segundo, contra a privatização de um canal da RTP. Sempre foi e sempre será esta a minha posição. Mas neste momento é uma coisa mais comezinha que me faz escrever: serei contra a venda de um lápis que seja se o vendedor do que é meu for Miguel Relvas. E nem preciso de explicar porquê. Todos sabem o que lhe falta. Até ele.

Fonte: Expresso ONLINE

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O Poeta é um fingidor




Assim, Sem Nada Feito e o Por Fazer


Assim, sem nada feito e o por fazer
Mal pensado, ou sonhado sem pensar,
Vejo os meus dias nulos decorrer,
E o cansaço de nada me aumentar.

Perdura, sim, como uma mocidade
Que a si mesma se sobrevive, a esperança,
Mas a mesma esperança o tédio invade,
E a mesma falsa mocidade cansa.

Ténue passar das horas sem proveito,
Leve correr dos dias sem acção,
Como a quem com saúde jaz no leito
Ou quem sempre se atrasa sem razão.

Vadio sem andar, meu ser inerte
Contempla-me, que esqueço de querer,
E a tarde exterior seu tédio verte
Sobre quem nada fez e nada quere.

Inútil vida, posta a um canto e ida
Sem que alguém nela fosse, nau sem mar,
Obra solentemente por ser lida,
Ah, deixem-se sonhar sem esperar!



análise do poema "assim, sem nada feito e o por fazer"



 
O poema que se inicia com "Assim, sem nada feito e o por fazer..." é um poema ortónimo de Fernando Pessoa.

Trata-se de um poema feito para o cancioneiro, ou seja, originalmente pensado para ser musicado. E podemos ver como no ritmo da poesia há uma tendência natural para imaginar os versos cantados, pois são algo extensos e elaborados.

No entanto a temática é uma temática comum a tantos outros poemas ortónimos de Pessoa: trata da desilusão com a vida e na esperança numa vida melhor.

Assim, sem nada feito e o por fazer
Mal pensado, ou sonhado sem pensar,
Vejo os meus dias nulos decorrer,
E o cansaço de nada me aumentar.

Perdura, sim, como uma mocidade
Que a si mesma se sobrevive, a esperança,
Mas a mesma esperança o tédio invade,
E a mesma falsa mocidade cansa.

Este é certamente um poema de juventude porque o sujeito poético continua - embora já de uma forma enfraquecida - a acreditar na "esperança". Há nele um grande cansaço, porque os seus sonhos não se realizam ("sem nada feito") e não tem claros os planos para o futuro ("o por fazer"), mas perdura nele a esperança. É curioso que ele ligue a esperança à mocidade, à juventude. Na realidade é na juventude que sempre esperamos pelo melhor e onde geralmente temos os mais altos sonhos, sendo que a idade adulta muitas das vezes, a chegar, nos tira certas ilusões sobre o que podemos ou não conseguir fazer.

Tênue passar das horas sem proveito,
Leve correr dos dias sem acção,
Como a quem com saúde jaz no leito
Ou quem sempre se atrasa sem razão.

Vadio sem andar, meu ser inerte
Contempla-me, que esqueço de querer,
E a tarde exterior seu tédio verte
Sobre quem nada fez e nada quere.

Inútil vida, posta a um canto e ida
Sem que alguém nela fosse, nau sem mar,
Obra solentemente por ser lida,
Ah, deixem-se sonhar sem esperar!

Outro apontamento que nos indica que este poema é de juventude é uma grande impaciência. Ao longo do tempo pode-se comprovar na escrita de Fernando Pessoa um crescendo em termos de aceitação da realidade. Aqui ele ainda não aceita essa realidade, seja positiva ou negativa, apenas lhe incomoda que os dias passem "sem proveito", sem que nada aconteça de importante e ele permaneça desconhecido, sem nada ter conseguido de relevante. É por isso que ele, no final, contrapõe o sonho à realidade - "Ah, deixem-se sonhar sem esperar!". Na verdade o sonho não precisa da realidade para se concretizar - todos os sonhos podem ser imediatamente reais na nossa imaginação. O problema está mesmo em imaginar algo e depois esperar que esse algo se concretize na vida real. Ele está cansado precisamente dessa espera, sentindo-se inútil - um "vadio sem andar" e esse tédio, esse sentimento de nada se concretizar, começa a invadi-lo e a incomodá-lo.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Notícia(s) do Dia: Processo Relvas seria impossível numa universidade pública




Processo Relvas seria impossível numa universidade pública

Nota:
Como sei que o meu Blog é lido e consultado fora dos país, esclareço: este senhor conseguiu através do seu curriculum, licenciar-se obtendo equivalências a 34 Unidades Curriculares, tendo apenas que fazer 4 Unidades Curriculares. Dessas 4 Unidades Curriculares, ninguém se lembra de o ver na faculdade, por isso obteve um "curso" sem nunca ter ido às aulas, não tendo aparecido qualquer exame, quer final, quer de avaliação contínua. Este senhor, é Ministro dos Assuntos Parlamentares (segunda figura do governo) do governo português. Assim vai Portugal. (Este parágrafo é da minha inteira responsabilidade)



Presidente do Conselho de Reitores afirmou hoje que numa universidade pública jamais um aluno ficaria licenciado fazendo apenas algumas cadeiras.

O presidente do Conselho de Reitores garantiu hoje que seria impossível numa universidade pública obter uma licenciatura fazendo apenas algumas cadeiras, numa referência clara ao polémico processo de Miguel Relvas na Lusófona.


"Acho que é uma situação que não se põe nas universidades públicas", afirmou António Rendas na RTP assegurando ainda que não existem casos semelhantes numa universidade do Estado.

"Como eu costumo dizer, é uma questão de a pessoa levantar-se de manhã, olhar-se no espelho e dizer que está a cumprir o seu papel", acrescentou Rendas, rematando: "É uma situação que nas universidades públicas de forma nenhuma se pode pôr".

Fonte: Expresso ONLINE

terça-feira, 24 de julho de 2012

As mais belas Bibliotecas do Mundo: BIBLIOTECA RIJKSMUSEUM LIBRARY, AMESTERDÃO, HOLANDA



Biblioteca Rijksmuseum Library, Amestardão, Holanda


A biblioteca de Rijkmuseum localiza-se em Amesterdão, na Holanda dentro do Rijkmuseum, que é o museu holandês nacional, localizado na Museumplein . O museu é dedicado a artes, artesanato e história. Conta com uma grande colecção de pinturas da Idade de Ouro holandesa e uma substancial colecção de arte asiática.

O museu foi fundado em 1800 em Haia, para expor as colecções dos stadtholders holandeses (não encontrei tradução para essa palavra, que aparentemente é alemã). Foi inspirado pelo exemplo francês. Por conta desta influência ele era conhecido como o Galeria de Arte Nacional ( do holandês: Nationale Kunst-Gallerij). Em 1808 o museu mudou-se para Amesterdão sob as ordens do rei Louis Bonaparte, irmão de Napoleão Bonaparte. As pinturas daquela cidade, como A Ronda Noturna de Rembrandt, tornaram-se parte da colecção

Em 1863, houve um concurso de design de um novo prédio para o Rijksmuseum, mas nenhuma das propostas foi considerada de qualidade suficiente. Em 1876 um novo concurso foi realizado e desta vez venceu Pierre Cuypers. O projecto foi uma combinação de elementos góticos e renascentistas. A construção começou em 01 de Outubro de 1876. No interior e no exterior, o edifício foi ricamente decorado com referências à história da arte holandesa. Outro concurso foi realizado para essas decorações. Os vencedores foram B. van Hove e JF Vermeylen para a esculturas , G. Sturm para o azulejo e pintura e WF Dixon para o vitral . O museu foi aberto no seu novo local, a 13 de Julho de 1885. A frente do museu está localizado na Stadhouderskade , mas do outro lado tem uma posição de destaque na Museumplein, hoje em dia entre os Museu Van Gogh , o Stedelijk Museum Amsterdam , e o Concertgebouw. A Biblioteca Rijksmuseum tem a maior biblioteca de história da arte na Holanda. Catálogos de leilões e exposições, comércio e colecta de catálogos, bem como livros, periódicos e relatórios anuais relativos às colecções do museu foram recolhidos sem interrupção desde 1885. Livros e periódicos não podem ser emprestados por visitantes externos. Todas as publicações da colecção da biblioteca podem ser vistos na sala de leitura. A associação é necessária, mas ele é livre. A Biblioteca conta ainda com o maior público de uma biblioteca sobre história da arte na Holanda. O catálogo web on-line contém cerca de 200.000 monografias, 3.200 periódicos e 30.000 vendas de arte em catálogos

Desde a reforma do complexo de edifícios no Rijksmuseum, que começou em 2003, a biblioteca não está situada no edifício principal, projectado pelo arquitecto Cuypers PJH . A biblioteca está agora alojada no Frans van Mierisstraat 92 em Amsterdam, e está aberto de terça a sábado, das 10:00 h às 17:00 h, com serviço limitado 13:00-14:00.


Acesso ao site do museu:
http://www.rijksmuseum.nl/wetenschap/bibliotheek .Fontes: http://www.rijksmuseum.nl/wetenschap/bibliotheek, Wikipédia, Flirck: French Audrey e enchantang, http://www.aleitora.com.br/2011/07/listas-10-bibliotecas-incriveis-pelo-mundo/#more-5359







Notícia(s) do Dia: Moody's coloca em perspetiva negativa 'rating' da Alemanha, Holanda e Luxemburgo




Moody's coloca em perspetiva negativa 'rating' da Alemanha, Holanda e Luxemburgo


A agência de notação financeira Moody's colocou em perspetiva negativa o 'outlook' para as economias da Alemanha, Holanda e Luxemburgo, o primeiro passo para um eventual corte do 'rating' atribuído.

A Moody's disse que estes países (todos têm atualmente AAA, a nota mais elevada) estão ameaçadas pelos probelmas que a Zona Euro enfrenta, nomeadamente uma possível saída da Grécia do euro.

Quando as perspetivas das agências de notação financeira estão em terreno negativo, isso significa que o 'rating' atualmente atribuído pode vir a sofrer cortes no curto prazo.

Fonte: LUSA

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Às voltas com a VODAFONE: Estado recebe 272 milhões da quarta geração

Notícia(s) do Dia: Ministro francês considera salário de Ibrahimovic "indecente"



Ministro francês considera salário de Ibrahimovic "indecente"

Ministro francês do Orçamento questionou os valores do salário de Zlatan Ibrahimovic, apresentado como reforço do Paris Saint-Germain.

O ministro francês do Orçamento, Jérôme Cahuzac, considerou hoje de "indecentes" os números divulgados sobre o salário do sueco Zlatan Ibrahimovic, apresentado na quarta-feira como "reforço" do Paris Saint-Germain.

"Os valores não são impressionantes, são indecentes", afirmou Cahuzac, em declarações à rádio Europe 1, citadas pela AFP, aludindo ao salário anual do futebolista, que alinhava nos italianos do AC Milan, que deverá rondar os 15 milhões de euros.

Para o governante gaulês, os valores "são indecentes numa altura em que cada um, em todo o Mundo, tem de fazer esforços", questionando ainda a utilização de montantes tão elevados na modalidade.

"Tememos que tenha consequências desastrosas, porque sabemos que muitos clubes, particularmente no sul da Europa, têm dívidas acima do razoável", recordou Cahuzac.
Ministra dos desportos quer regulação

Na quarta-feira, a ministra francesa dos Desportos, Valérie Fourneyron, mostrou-se igualmente impressionada, ao considerar que os valores em causa, na transferência de Ibrahimovic, "são astronómicos, insensatos" e a defender a implementação de regulação no futebol.

"Lembramo-nos, novamente, que a regulação é necessária, como Michel Platini [presidente da UEFA] propôs a limitação dos salários em função dos orçamentos", referiu.

O Paris Saint-Germain apresentou Ibrahimovic na quarta-feira, primeiro à comunicação social no Parque dos Príncipes e, depois, aos adeptos nos Campos Elísios.

O sueco e o brasileiro Thiago Silva foram contratados pelos parisienses ao AC Milan por um valor estimado entre os 70 e os 80 milhões de euros.

Desde o ano passado, o PSG tem como acionista maioritário o grupo Qatar Sports Investiments, que está a investir fortemente no reforço do plantel. O PSG não vence o campeonato francês desde 1994.


Fonte: Expresso ONLINE

sexta-feira, 13 de julho de 2012

As mais belas Bibliotecas do Mundo: BIBLIOTECA MELK MONASTERY LIBRARY, MELK - ÁUSTRIA

BIBLIOTECA MELK MONASTERY LIBRARY, MELK - ÁUSTRIA

A Melk Monastery Library, localiza-se na cidade de Melk. Historicamente, Melk era um centro espiritual e cultural no interior da Áustria que contava com a casa do Badenbergs, e mais tarde um mosteiro beneditino fortificado transferido para os irmãos em 1089 por Leopoldo II. A abadia serviu como centro da comunidade medieval. Foi no início do séc.XVIII, que os grandes edifícios barrocos que hoje podem ser visitados, foram construídos. O trabalho de restauração em curso desde o final da década de 1970 garante que os visitantes possam ver muitos dos quartos mais famosos e bonitos da abadia, incluindo a biblioteca.

Ao contrário do que se possa imaginar a biblioteca não é um simples lugar empoeirado subterrâneo onde livros se guardam, ao contrário o salão principal desta biblioteca local iluminado pelo sol e muito bonito feito para as quatro faculdades do conhecimento: Teologia, Filosofia, Medicina e Jurisprudência, conforme ilustrado por quatro estátuas de madeira que ladeiam as portas em cada extremidade da sala.

Muito acima do segundo andar do mezanino, localiza-se o afresco do teto, uma representação simbólica da Fé rodeado por anjos que representam as quatro virtudes cardeais: sabedoria, justiça, fortaleza e temperança que foi pintado por Paul Troger em 1731/32. A sala menor, ao lado, contém um outro afresco no teto de Troger, um retrato alegórico da Ciência. O salão principal é dominado por dois globos enormes, um terrestre, um astronômico.

A biblioteca Melk tem cerca de 100. 000 volumes, incluindo 1.888 manuscritos, 750 incunábulos (obras impressas antes de 1500) e 80.000 obras do século XX. Entre eles, estão cerca de 1.200 livros escritos à mão pelos irmãos nos séc. IX a XV, algumas das quais tiveram uma vida inteira ou as vidas de vários monges para criar.

Dos doze quartos que compõem a biblioteca, só o salão principal e um quarto menor adjacentes são abertos ao público; uma escada em espiral incrível, com um portão rococo leva até aos quartos não abertos ao público e estes também seguem até a igreja da abadia.













quarta-feira, 11 de julho de 2012

Notícia(s) do Dia: Relvas gera onda de indignação na Internet



Relvas gera onda de indignação na Internet

Em seis horas, 900 pessoas aderiram ao grupo do Facebook ‘Pela demissão de Miguel Relvas do Governo’, que já tem mais 1.800 membros e que está a organizar uma manifestação em frente à Assembleia da República, na próxima segunda-feira, para pedir o afastamento do ministro dos Assuntos Parlamentares.

O texto de apresentação no Facebook é claro e sucinto: « Este Grupo pretende culminar com meios de acção para Miguel Relvas sair do Governo».

A ideia conseguiu convencer já algumas personalidades, como o deputado do PS João Galamba, o político António Garcia Pereira, o jornalista Paulo Querido, o realizador Edgar Pêra ou o musicólogo Rui Vieira Nery, que apoiam a iniciativa.

Um dos autores da iniciativa – que pediu para não ser identificado – explica que está já a ser planeada uma manifestação pela demissão de Miguel Relvas, que está marcada para a próxima segunda-feira, dia 16 de Julho, pelas 19 horas, em frente à Assembleia da República.

«Actualmente, 375 pessoas disseram que vão à manifestação, estando 114 indecisas», conta o activista, garantido que já foi pedida autorização para realizar esta concentração em frente ao Parlamento.

«Em dois anos de Facebook, nunca vi um assunto ser tão consensual na comunidade portuguesa de utilizadores», comentou ao SOL, afirmando que «o clima é explosivo, as pessoas estão indignadas e exigem a "cabeça" de Miguel Relvas».

De resto, o mesmo grupo vai lançar ainda esta quarta-feira uma petição online para que a Assembleia da República force Pedro Passos Coelho que deixe cair o seu ministro.

No documento a que o SOL teve acesso, os autores do abaixo-assinado recordam o envolvimento de Relvas em casos como o das Secretas, o das alegadas pressões ao jornal Público e as mais recentes dúvidas sobre a forma como obteve a sua licenciatura.

«A responsabilidade política significa, neste caso, como o poder, de que uma Assembleia dispõe, para forçar um ministro a pedir a demissão (ou, na terminologia jurídica, 'exoneração')», defendem os peticionários.

«O recrutamento para cargos políticos não pode contentar-se com este grau mínimo de exigência, sobretudo para um ministro que é o 'número dois' do Governo», lê-se no texto que pretende recolher as assinaturas necessárias para ser enviado para o Parlamento.

Fonte: Sol ONLINE

À Volta com a Vida: Universidade de Coimbra desenvolve scooter elétrica com zero emissões de CO2 (Nem tudo é mau!)



Universidade de Coimbra desenvolve scooter elétrica com zero emissões de CO2


A Universidade de Coimbra (UC) anunciou hoje o desenvolvimento da "primeira scooter elétrica 100% desenvolvida de raiz em Portugal". Um veículo que a instituição garante alcançar "zero emissões locais de CO2" e que poderá chegar ao mercado nos próximos meses.

Desenvolvida por investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica daquela universidade, a nova scooter possui uma autonomia entre os 100Km e os 140Km em ciclo urbano, com uma única carga.

"Estamos a entrar numa nova cultura de mobilidade urbana, em que as duas rodas começam a ter mais eficiência, menos desperdícios energéticos e económicos" referiu a responsável do projecto, Ana Vaz, defendendo que a promoção do uso de veículos elétricos de duas rodas é uma tendência crescente em muitas cidades europeias.

Segundo informações da UC, esta scooter eléctrica distingue-se de outros modelos já disponíveis no mercado por "um conjunto de tecnologias de ponta" usadas no desenvolvimento do protótipo. Em termos práticos, o veículo é composto por um sistema de propulsão, por um controlador e um motor elétrico.

Ao leque junta-se um sistema de armazenamento de energia composto pelas baterias propriamente ditas, por um sistema de gestão dessas baterias e por um carregador "inteligente".

Para ajudar à gestão da energia usada pela scooter, estão disponíveis três estilos de condução pré-definidos (Eco, Sport e Safety), com a informação a poder ser carregada via wireless.

Para já o protótipo desenvolvido é enquadrado pelo Instituto de Sistemas e Robótica numa classe executiva, embora os responsáveis pelo projecto refiram que a tecnologia usada permitirá configurar pacotes personalizados para diferentes tipos de utilizadores. E a custos finais mais baixos.

Finalmente, a UC refere que a comercialização da nova scooter elétrica está sobretudo dependente "do interesse da indústria". Caso esse interesse surja, a instituição refere que "uma versão final estará pronta a entrar no mercado dentro de alguns meses.

À Volta com os Pensamentos...

Notícia(s) do Dia: “O Governo está paralisado”, afirma Mário Soares




“O Governo está paralisado”

O antigo Presidente da República Mário Soares acusa o Governo de estar "paralisado" e os ministros de não responderem "às solicitações que lhes fazem". Para o futuro, antecipa uma situação "intolerável e muito perigosa", não tendo grandes esperanças que a situação se resolva em breve.

Mário Soares acusa o Governo de estar "paralisado" e os ministros de não responderem "às solicitações que lhes fazem". O antigo Presidente da República Mário Soares acusa o Governo de estar "paralisado" e os ministros de não responderem "às solicitações que lhes fazem". Para o futuro, antecipa uma situação "intolerável e muito perigosa", não tendo grandes esperanças que a situação se resolva em breve.

Como definiria o estado da nação no momento actual, em que existe uma ameaça de mais sacrifícios na sequência da inconstitucionalidade do corte de subsídios e derrapagem na execução orçamental?Acho que o estado da Nação, infelizmente, vai de mal a pior. O Governo está - ao que parece - paralisado e os ministros não respondem às solicitações que lhes fazem. São correligionários que o dizem. Penso que haverá mais cortes, vendas a retalho e outras medidas do género, que constituem, como se tem visto, o que o Governo sabe fazer.

Os portugueses aguentam mais sacrifícios? Qual seria a melhor alternativa para ‘contornar' a decisão do Tribunal Constitucional?Julgo que, em grande número, os portugueses estão a ficar muito desesperados. É uma situação para que tenho vindo a alertar, por ser intolerável e muito perigosa. Oxalá haja uma maneira de controlar a situação. Mas não tenho grandes esperanças.

Fonte: Diário Económico ONLINE