segunda-feira, 21 de maio de 2012

Livros que merecem ser lidos...


VOLTEI À ESCOLA
Daniel Sampaio

Com Voltei à Escola, Daniel Sampaio volta também ao contacto com os seus leitores.
Uma vez mais, o centro das suas preocupações são os jovens. Desta vez mostra-no-los lá onde os grandes problemas dos «verdes anos» se manifestam talvez com maior clareza: a escola. A relação dos jovens entre si,a relação com os jovens com os adultos professores (e vice-versa). Aqui tudo está implicado, tudo se revela.
Mas nem sempre jovens e adultos conseguem ver com clareza, sem preconceitos ou ideias feitas, o que se passa em volta. Com a leitura de Voltei à Escola, tudo se torna para nós mais claro - a juventude tem futuro, a escola tem solução.
Livro publicado pela Editora CAMINHO, em 1996, tem 219 páginas.



Í N D I C E

Nota Prévia

Cenários

Voltei mesmo à escola

Encruzilhadas

Conversa sobre a escola

Um outro clima escolar

Epílogo

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Livros que merecem ser lidos...


A ANÁLISE DOS SITEMAS POLÍTICOS
Jean-William Lapierre

Esquematizando os pontos essenciais abordados nesta obra: O que é um sistema? O qué é um sistema social? O que é um sistema político? Conceitos fundamentais de um modelo de análise.
Professor de Sociologia na Universidade de Nice, Jean-William LAPIERRE, é simultaneamente o fundador e director do Laboratório de Sociologia da mesma Univesidade.
A sua obra é vastíssima, colaborador ra revista Espirit, desde 1946, publicou artigos em numerosas revistas científicas tais como: Revenue Française de Sociologie, Revenue Français de Science Politique, Revenue Française de Pedagogie, Cahiers Internationaux de Sociologie, Sociologie Internationalis (Berlim), Revenue de I'institut de Sociologie (Bruxelas), Revenue Européenne des Sciences Sociales (Genebra), Cahiers de la Société Historique Acadienne (Moncton, Canadá), etc..
Leccionaou e proferiu conferências em diversas Universidades estrangeiras: Moncton, Nouveau-Brunswick, Canadá; Bucarest, Iasi, Cluj-Napoca, Roménia; Liége e Louviana, Bélgica; Universidade de Laval, Montreal Trois-Rivières, Quebec; etc.
Menconamos alguns dos mais importantes títulos de autoria do Professor Jean-William LAPIERRE: "Le Pouvoir Politique", "Essai sur le fondement du pouvoir politique"; Vivre sans Etat? Essai sur le pouvoir politique et I'innovationm sociale", tendo participado em várias obras colectivas, em particular, "Sociologie des Mutations", sob a direcção de Georges Balandier.
Do prefácio para a edição em língua portuguesa de «A Análise dos Sistemas Políticos», que foi elaborado pelo regente do curso de ciência pol+itica, da Faculdade de Direito, Dr. João Jorge FERREIRA LOURENÇO, salientamos; "Trata-se de uma obra que conseguiu uma felicíssima e rar simbiose entre um assinalável mérito pedagógico - sobretudo pela constante chamada à colação de factos políticos da História, mais ou menos recentes, proporcionando uma nítida perceptividade dos problemas inerentes à implementação dos modelos analisados, ilustrando-os, por essa forma - e um notório interesse científico fazenso ius, desenvolvendo e actualizando uma abordagem metodológica verdadeiramente integradad, no campo da ciência política...".
Livro publicado pelas EDIÇÕES ROLIM, Lisboa, com 232 páginas.



Í N D I C E

Prefácio da edição portuguesa
Introdução

Primeira Parte - De que se trata?

Capítulo I - Que é um modelo teórico

Capítulo II - Que é um sistema político?
a) Que é um sistema?
b) Que é um sistema social?
c) Que é um sistema político?
d) Conceitos fundamentais do modelo de análise

Segunda Parte - O que entra no Sistema Político

Capítulo I - Exigências, recursos e limitações
a) Exigências políticas
b) Os recursos e as limitações políticas

Capítulo II - A entrada de exigências e recursos
a) A filtragem de exigências
b) A mobilização dos recursos

Terceira Parte - O que se passa num Sistema Político

Capítulo I - A redução de exigências
a) A selecção
b) A ordem de prioridades
c) A combinação das exigências

Capítulo II - A competição de exigências
a) Sistemas programado e sistema decisional
b) Convergências e divergências, compatibilidades e incompatibilidades entre exigências políticas
c) A determinação de problemas críticos
d) Elaboração e propostas de soluções

Capítulo III - A tomada de decisão
a) Diferenciação dos papeis e níveis de decisão
b) As incertezas na decisão política
c) Margens de escolha e riscos calculados
d) Processo de influência, poder formal e poder efectivo

Quarta Parte - O que sai de um Sistema Político e o que daí resulta

Capítulo I - A execução das decisões
a) O aparelho de execução
b) O consentimento à obediência
c) A coerção e os instrumentos da força pública

Capítulo II - Os processos de retroação
a) Resultados, repercussões, retroacção
b) Informação retroactiva e processo de controlo
c) A retroacção directa; auto-regulação e auto-transformação do sistema político

Conclusão

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O Mundo que nos Rodeia: Um rapazola a quem calhou ser primeiro-ministro


Por: DANIEL OLIVEIRA



Um rapazola a quem calhou ser primeiro-ministro



"Estar desempregado não pode ser um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma. Tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida. Tem de representar uma livre escolha, uma mobilidade da própria sociedade." Pedro Passos Coelho


Há pessoas que tiveram uma vida difícil. Por mérito próprio ou não, ela melhorou. Mas não se esqueceram de onde vieram e por o que passaram. Sabem o que é o sofrimento e não o querem na vida dos outros. São solidárias. Há pessoas que tiveram uma vida difícil. Por mérito próprio ou não, ela melhorou. Mas ficaram para sempre endurecidas na sua incapacidade de sofrer pelos outros. São cruéis. Há pessoas que tiveram uma vida mais fácil. Mas, na educação que receberam, não deixaram de conhecer a vida de quem os rodeia e nunca perderam a consciência de que seus privilégios são isso mesmo: privilégios. São bem formadas. E há pessoas que tiveram a felicidade de viver sem problemas económicos e profissionais de maior e a infelicidade de nada aprender com as dificuldades dos outros. São rapazolas.

Não atribuo às infantis declarações de Passos Coelho sobre o desemprego nenhum sentido político ou ideológico. Apenas a prova de que é possível chegar aos 47 anos com a experiência social de um adolescente, a cargos de responsabilidade com o currículo de jotinha, a líder partidário com a inteligência de uma amiba, a primeiro-ministro com a sofisticação intelectual de um cliente habitual do fórum TSF e a governante sem nunca chegar a perceber que não é para receberem sermões idiotas sobre a forma como vivem que os cidadãos participam em eleições. Serei insultuoso no que escrevo? Não chego aos calcanhares de quem fala com esta leviandade das dificuldades da vida de pessoas que nunca conheceram outra coisa que não fosse o "risco".

Sobre a caracterização que Passos Coelho fez, na sua intervenção, dos portugueses, que não merecia, pela sua indigência, um segundo do tempo de ninguém se fosse feita na mesa de um café, escreverei amanhã. Hoje fico-me pelo espanto que diariamente ainda consigo sentir: como é que este rapaz chegou a primeiro-ministro?



Fonte: EXPRESSO, 14-05-2012

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Notícia(s) do Dia: Schäuble diz que zona euro está em condições de suportar saída da Grécia (Parece que estão a preparar a sua saída)




Schäuble diz que zona euro está em condições de suportar saída da Grécia


O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, afirmou hoje, em entrevista ao jornal Rheinische Post, que a zona euro "está mais resistente" e tem condições para suportar uma saída da Grécia da moeda única.

Os riscos de contágio a outros países são agora menores e a eurozona no seu conjunto é mais resistente", garantiu o político democrata-cristão.

Simultaneamente, Schäuble exortou a Grécia a cumprir os compromissos assumidos com a comunidade internacional, afirmando que os países da Europa e os credores privados de Atenas "já foram bastante generosos".

O ministro alemão disse ainda que se fez "tudo o que foi possível" para salvar a Grécia da bancarrota, mas que "o país tem de compreender que é necessário respeitar os seus compromissos".

"É perigoso fazer crer aos cidadãos que há outro caminho, mais fácil, para sanear as suas finanças e evitar a austeridade, o que é um disparate", declarou.

Entretanto, decorre em Atenas a terceira tentativa para formar novo Governo, após as legislativas de domingo passado, em que nenhum partido obteve maioria absoluta.

Depois do fracasso dos conservadores e da esquerda radical, cabe agora aos socialistas do PASOK tentar formar uma coligação e evitar novas eleições, num momento em que as dificuldades financeiras do país se adensam.

Na mesma entrevista, Schäuble rejeitou também a adoção de programas de crescimento na zona euro fomentados por novas dívidas.

"Pegar em dinheiro que não se tem, não é fazer política de crescimento, esse é o caminho errado", disse o ministro alemão, advertindo que Berlim irá ter muita atenção a este aspeto nas negociações a nível europeu para uma nova estratégia de crescimento. A aprovar no Conselho Europeu de 28 de junho.

Para Schäuble, o aumento da procura privada, base do crescimento, "deve ser reforçado, fomentando a confiança dos consumidores e investidores nas finanças públicas".

Por isso, a questão fulcral de uma estratégia de crescimento para os países do euro é reforçar a sua competitividade, através de mais reformas estruturais, sublinhou.

Fonte: Agência LUSA

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Livros que merecem ser lidos...


TRANSFORME O SEU FILHO ATÉ SEXTA
Dr. Kevin Leman

Quer um filho com a atitude correcta? Sem o tipo de comportamento que o leva a esquivar-se da mercearia e fingir que não é o pai ou a mãe? Um filho com carácter que seja mais do que um "personagem"? Se está farto de atitudes desafiadoras e lutas de poder com os seus pequenos terríveis ou o grupo hormonal da falta de respeito, leia este livro, siga os princípios simples e terá um novo filho até sexta. É garantido.

Transforme o seu filho até sexta é o plano de acção de 5 dias - de segunda a sexta-feira - que, de facto, resulta! Com a psicologia perspicaz e bom senso a que nos habituou o Dr. Kevin Leman, especialista em psicologia familiar internacionalmente reconhecido, revela o motivo que leva os seus filhos a agirem como agem e o que pode fazer para evitá-lo - começando neste preciso momento.

Qualquer um pode fazê-lo. Basta decidir enfrentá-los e tomar as rédeas da situação. Quer um filho fantástico? Quer ser um excelente pai? Então aceite este desafio de 5 dias. Um dia, o seu filho há-de agradecer-lhe.
Livro da editora SMARTBOOK, editado em Março de 2010, com 268 páginas.



Í N D I C E

Introdução

Estão unidos...e cada vez mais fortes

Segunda-Feira
De onde é que eles apareceram?

Terça-Feira
Desarmar o bacano (ou bacana) com a "bacanice"

Quarta-Feira
Mostre-se um professor severo, e eu mostro-lhe um bom professor (tudo depende da perspectiva)

Quinta-Feira
E se eu danificar a psique deles? (Hum... o que é uma psique?)

Sexta-Feira
O especialista detém o poder... E o especialista é você.

Pergunte ao Dr. Leman
Planos de acção de A a Z que resultam

Epílogo
Dia de festa

Contagem decrescente dos "10 melhores conselhos para transformar o seu filho até sexta-feira"

Notas

Sobre o Dr. Kevin Leman

Índice de Tópicos de A a Z

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Notícia(s) do Dia: Soares defende que PS deve romper acordo com 'troika'




Soares defende que PS deve romper acordo com 'troika'


O fundador do PS e antigo Presidente da República Mário Soares defende que o Partido Socialista deve romper com o acordo da 'troika', alegando que a situação evoluiu e que a austeridade não funciona no país.

Em entrevista hoje publicada no jornal i, Mário Soares diz que o caminho certo para o PS e para o socialismo europeu é cortar com o programa da ‘troika’ constituída pelo Banco Central Europeu, o FMI e a Comissão Europeia.

«Acho que é esse o caminho. A austeridade, tal como a definem, não tem sentido», afirma, considerando que a obrigação já foi assumida há um ano, mas que «chegou ao fim».

Para Mário Soares, não há razões para o PS se manter fiel ao acordo assinado em 2011 com aquela entidade, porque «tudo evoluiu: o acordo da ‘troika’, a ‘troika’ e o país».

Admitindo que a obrigação de cumprir o acordo que o PS sentiu durante um tempo fez sentido - já que o pedido de ajuda financeira foi feito pelo então primeiro-ministro e líder do PS, José Sócrates -, Mário Soares refere que, hoje, se vive uma situação de pré-ruptura.

Se a ruptura não acontecer devido ao PS, «poderá ser a própria ‘troika’ que vai ao ar», afirmou o ex-Presidente da República.

«A ‘troika’ está dividida. O Fundo Monetário Internacional tem uma posição, o banco Central Europeu tem outra, a Comissão Europeia tem outra», afirmou, considerando que esse desacerto de posições e a situação que a Europa atravessa podem levar à implosão da ‘troika’.

«Os dirigentes europeus, quase todos já perceberam que reduzir a União Europeia à austeridade e aos equilíbrios financeiros para favorecer os mercados usurários e sem ter em conta a recessão económica e o desemprego avassalador que está a crescer implica que a Europa vai de mal a pior», considerou

Fonte: LUSA/SOL

Livros que merecem ser lidos...


AS REGRAS DA ARTE
Pierre Bourdieu

Este aprofundado estudo sobre as Regras da Arte representa a irreverente intervenção de um dos mais brilhantes sociólogos de França num já longo debate em torno da «especificidade da obra literária» e da sua suposta «inefabilidade». Sem de modo nenhum anular i papel do «criador», Bourdieu vem no entanto questionar a ilusão da omnipotência do génio, fazendo submeter a produção literária à noção de «campo» trazida da sociologia. Ele parte de uma leitura de L'Éducation Sentimentale para pôr em evidência toda a rede de forças que artícula o espaço social da obra, homólogo de espaço social em que ela foi escrita. Este trabalho prévio é particularmente útil para a compreensão da génese do universo literário, com os seus diversos agentes, tal como hoje conhecemos - e que remonta precisamente ao século XIX -, servindo com grande precisão o objectivo de Bourdieu: compreender o trabalho específico que o artista deve cumprir (e o escritor em particular), tanto contra aquilo que o determina como graças ao que recebe, para se produzir como sujeito da sua própria criação. Ao pôr em evidência as regras da arte, essa lógica a que obedecem tanto os escritores como as instituições literárias, Bourdieu cria assim os fundamentos de uma ciência das obras, cujo objecto é não só a sua produção material mas também a do seu valor.
Livro publicado pela Editorial Presença, em 1996, com 398 páginas.


Í N D I C E

Abertura

Prólogo. Flaubert analista de Flaubert

Lugares, colocações, deslocamentos
A questão da herança
Ps acidentes necessários
O poder da escrita
A fórmula de Flaubert
Anexo 1. Resumo de A Educação Sentimental
Anexo 2. Quatro Leituras de A Educação Sentimental
Anexo 3. A Paris de A Educação Sentimental

Primeira Parte - Três Estados do Campo

1. A Conquista da Autonomia. A fase crítica da emergência do campo
Uma subordinação estrutural
A boémia e a invenção de uma arte de viver
A ruptura com o «burguês»
Baudelaire nomoteta
As primeiras chamadas à ordem
Uma posição a fazer
A dupla ruptura
Uma mundo económico de pernas para o ar
Posições e disposições
O ponto de vista de Flaubert
Flaubert e o «realismo»
«Escrever bem o medíocre»
Regresso à Educação Sentimental
Dar forma
A invençaõ da estética «pura»
As condições éticas da revolução estética

2. A emergência de uma estrutura dualista
As particularidades do género
Diferenciação dos géneros e unificação do campo
A arte e o dinheiro
A dialéctica da distinção
Revoluções específicas e mudanças externas
A invenção do intelectual
Os intercâmbios entre escritores e pintores
Pela forma

3. O Mercado dos bens simbólicos
Duas lógicas económicas
Dois modos de envelhecimento
Fazer época
A lógica da mudança
Homologias e efeito de harmonia preestabelecida
A produção e a crença
 
Segunda Parte - Fundamentos de uma Ciência das Obras
 
1. Questões de Método
Um novo espirito científico
Doxa literária e resistência à objectivação
O «projecto orifinal», mito fundador
O ponto de vista de Tersites e a falsa ruptura
O espaço dos pontos de vista
A separação das alternativas
Objectivar o sujeito da objectivação
Anexo: O intelectual total e a ilusão da omnipotência do pensamento
 
2. O Pontio de vista do autor. Algumas propriedades gerais dos campos de produção cultural
O campo literário dentro do campo do poder
O nomos e a questão dos limites
O illusio e a obra de arte como fetiche
Posição, disposição e tomada de posição
O espaço dos possíveis
Estrutura e transformação; lutas internas e revolção permanente
Reflexividade e «ingenuidade»
A oferta e a procura
Lutas internas e sanções externas
O encontro de duas histórias
O habitus e os possíveis
A dialéctica das posições e das disposições
Formação e dissolução dos grupos
Uma transcendência da instituição
«A desmontagem ímpia da ficção»
Anexo: Efeito de campo e formas de conservadorismo
 
Terceira Parte - Compreender o Compreender
 
1. A Génese histórica da estética pura
A análise de essência e a ilusão do absoluto
A anamnese histórica e o retorno do recalcado
As categorias históricas da percepção artística
As condições de leitura pura
Miséria do a-historismo
A dupla historicização
 
2. A génese-social do olhar
O olhar do quatrocento
O fundamento da ilusão carismática
 
3. Uma teoria em acto da leitura
Um romance reflexivo
Tempo da leitura e leitura do tempo
 
Da Capo
 
A Ilusão e a Illusio
 
Pos-Scriptum
 
Por um corporativismo do universal
 
Índice de Conceitos
Índice Onomástico



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Notícia(s) do Dia: "Presidente Hollande, Paris não dorme"




"Presidente Hollande, Paris não dorme"

Dezenas de milhares de pessoas encheram esta noite a Praça da Bastilha e as ruas adjacentes, em Paris, para festejar a vitória socialista e ver o novo Presidente, que só chegou ao local depois da meia-noite.

Pessoas das mais variadas origens, bandeiras de todas as nacionalidades e das diversas tendências da esquerda, famílias inteiras na confusão, telefones móveis sem rede, muita música e milhares e milhares de jovens.

Esta noite, na zona da Bastilha, em Paris, a concentração de manifestantes era tão densa que, para atravessar a histórica praça, era preciso coragem, grande paciência, não sofrer da fobia das multidões e não recear encontrões nem calcadelas.

Paris festejou, esta noite, a mudança de Presidente de uma forma tão apaixonada que parecia, por momentos, estar a celebrar a chegada ao paraíso. A vitória foi por escassa margem, mas o que as pessoas festejavam era sobretudo o fim de Nicolas Sarkozy.

"Sarkozy foi um acidente em França e, agora, que perdeu a imunidade presidencial, vai ter de responder à justiça devido aos escândalos em que se meteu", dizia um jovem. A aversão a Sarkozy era um dos aspetos mais salientes da emotiva manifestação.
"Somos uma esperança para a Europa"

A festa desta noite na Bastilha evocava maio de 1981, quando o socialista, François Mitterrand, conquistou o Eliseu derrotando Valéry Giscard D'Estaing. Para um português, lembrava também um pouco o ambiente dos dias de euforia que se seguiram ao 25 de Abril de 1974.

Os parisienses, esta noite, não desejavam pensar no dia de amanhã, na crise, e na realidade da governação do futuro poder socialista. "Temos direito de sonhar, Presidente Hollande, Paris não dorme!", exclamava um jovem.

Quando o novo chefe do Estado chegou ao local pouco depois da meia-noite (hora de Paris), foi recebido por um clamor estrondoso. Ele sorriu, satisfeito, agradeceu e disse à multidão: "obrigado, recebi a vossa força, percebo-vos, vamos ter de reparar estes anos de penas que vocês sentiram, quero ser o Presidente de todos vós, quero reunir o povo francês e reconstruir a nação francesa na sua diversidade, sem rancores nem vinganças".

Incessantemente aclamado, falou da Europa: "Somos uma esperança para a Europa, temos de acabar com a austeridade e, para além dos governos, por todo o lado, há povos que pensam como nós que querem uma alternativa, estamos a iniciar um movimento que vai muito além da França, fiquem orgulhosos de ser franceses!".

As famílias e os mais velhos encetaram depois o regresso a suas casas e os mais jovens continuaram na Praça. "Queremos continuar a saborear este sonho e esta vitória de hoje, mas sabemos que a realidade regressa amanhã", explicou um estudante.

Fonte: Expresso ONLINE

terça-feira, 1 de maio de 2012

Livros que merecem ser lidos...


UM MUNDO INQUIETANTE
Mário Soares

"Para onde caminha o mundo se deixarmos aprofundar o fosso que separa irremediavelmente os ricos - os imensamente ricos - dos pobres, mesmo nas sociedades mais desenvolvidas? Se nada fizermos para regulamentar a ordem internacional, no sentido da paz, da justiça e do direito - revigorando a ONU e recusando o 'directório dos países ricos', criado com que legitimidade? Se não formos capazes de corrigir os atentados contra os equilíbrios ecológicos do Planeta, que estão a pôr em risco a biodiversidade e a própria sobrevivência da espécie humana? Se não conseguirmos dar resposta - e de forma global - aos desafios com que estamos confrontados, neste nosso novo século, que ultrapassam obviamente os Estados nacionais e pressupõem uma consciência ou uma cidadania global?"
Um Mundo Inquietante reúne um conjunto de textos inéditos e artigos publicados em jornais sobre variados temas actuais e polémicos como a globalização, a Cimeira da Terra, a Convenção Europeia, a estratégia antiterrorista, o 11 de Setembro, o regresso dos Bush e do Partidos Republicano, a guerra no Iraque e o antiamericanismo.
Livro da Editora, TEMAS & DEBATES, com 360 páginas e publicado em 2003, reúne uma série de documentos muito interessantes, a ler.





Í N D I C E

Prefácio

Parte I - QUESTÕES DA GLOBALIZAÇÃO
No início do novo século
O Mundo está perigoso
O teste de Quioto
 O síndroma de Gotemburgo
A conferência de Durban
A cimeira de Génova
Ainda a globalização
O mesmo combate por caminhos diferentes
O Mundo entre Davos e Porto Alegre
Um mundo de complexas relações internacionais
Sáude e desenvolvimento
Um mundo dividido
Globalização e Organização Mundial de Comércio
A cimeira da Terra
o nosso oceano
Um ano difícil: 2003
Globalização e exclusão das cidades
Geoestratégia e mercado global

Parte II - SOBRE O DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO
Laicismo e crenças religiosas no século XXI
Vozes universais da latinidade
Ecumenismo e civilização do universal
Latinidade e herança islâmica
O diálogo latino-iraniano
As incertezas do Mundo contemporâneo

Parte III - EUROPA EM MUDANÇA
No rescaldo de Nice
As eleições francesas
A grande Europa
A nova conjuntura europeia
O euro
o sismo francês
Repensar a Europa
Um novo ciclo?
Sobre a convenção europeia
A direita europeia
A Convenção Europeia
Sevilha e Schengen
O dólar e o euro
Vitória em contraciclo
A Europa em tormenta
Uma ambição europeia
Pobreza e alargamento
Copenhaga, o alargamento e o resto
Sinais inquietantes

Parte IV - CONTRA O TERRORISMO
O canto e as armas
E agora?
Para onde vamos?
Inversão de marcha?
Balanço triste, sem perder a esperança
Os caminhos para a paz no contexto da mundialização do terrorismo
Estratégia antiterrorista: uma breve reflexão
Um Mundo sem norte
Sobre o 11 de Setembro

Parte V - ENTRE A PAZ E A GUERRA
O pecado original
O Iraque de novo
Bush na Europa
No «eixo do mal»
De Monterrey a Beirute: a mesma certeza
A sangrenta guerra de Israel
Missão impossível
Bush, Europa e a lei da força
Sobre o Tribunal Penal Internacional
O grande dilema
A guerra preventiva
Entre o medo e a esperança

Parte V - SOBRE A GUERRA NO IRAQUE
Europa Federal ou Inião de Estados Nacionais?
Cenários de guerra
O antiamericanismo e a «Velha Europa»
A lógica da guerra e a «frente da recusa»
O braço-de-ferro
O tempo a esgotar-se
A guerra preventiva
Uma guerra ilegítima
A paz ainda e sempre
A caixa de Pandora
No rescaldo da guerra
O triunfo dos aiatolas


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Livros que merecem ser lidos...


Estado-Providência e Cidadania em Portugal
Juan Mozzicafreddo

O objectivo central dos trabalhos apresentados neste livro é precisamente analisar as características, funções, alcances e limites do Estado-Providência em Portugal, reflectindo sobre o papel que este desempenha na organização da sociedade e nas condições de vida dos cidadãos. A identificação dos aspectos positivos e negativos do modelo político do Estado-providência tem como intuito contribuir para uma discussão sobre o aperfeiçoamento do nosso sistema político e o desenvolvimento da cidadania.
Nos capítulos deste livro estuda-se a evolução empírica e o significado das políticas sociais, nomeadamente as de segurança e protecção social. Analisa-se a importância dos mecanismos de concepção social, os efeitos sociais resultantes dos acordos entre parceiros sociais e Estado, bem como as políticas públicas de regulação do mercado de trabalho.
Estudam-se igualmente as medidas de flexibilização do trabalho, de criação de emprego e de regulação política da actividade económica.
Finalmente, é debatido o processo de expansão dos direitos de cidadania e as suas implicações políticas, nomeadamente nos planos da reorganização das relações sociais e da redistribuição do poder político.
Livro editado por Celta Editora, em 2000, com 222 páginas, facto que revela que já na década anterior os temas agora em discussão, eram alvo de profundas análises e discussões atentas sobre o Estado-providência, a flexibilização do trabalho e os direitos de cidadania de todos. A ler, para quem quer,  compreender as evoluções que aconteceram ao longos destes onze, doze anos, que medeiam a publicação do livro e as actuais medidas que o Governo português quer impor.


Í N D I C E

Índice de quadros
Prefácio

1. ESTADO-PROVIDÊNCIA EM TRANSICÇÃO
Características do Estado-Providência
Modelo de acção do Estado-Providência
Efeitos e consequências: problemas do modelo
Considerações finais

2. POLÍTICAS SOCIAIS: ESTRATÉGIAS CONTRADITÓRIAS
Modelo do Estado-Providência
Crescimento dos gastos públicos e evolução do nível fiscal
Características e evolução do sistema de segurança social
Estruturação do sistema de saúde
À procura do consenso político
Apêndice

3. CONCERTAÇÃO SOCIAL: PROCESSOS DE INSTITUCIONALIZAÇÃO E EFEITOS SOCIAIS
O papel da concertação social
Evolução e significado dos mecanismos de concertação social
Acordos de concertação social: características e significado
Legitimidade e neocorporativismo

4. ESTADO E MERCADO
Formas político-institucionais de intervenção nas relações laborais
Selectividade nas políticas de regulação económica e laboral
Políticas de flexibilização laboral e de orientação do investimento e do emprego
Considerações finais

5. LIBERALISMO, POLÍTICA E DEMOCRACIA
Razões do debate
Dimensão pública do poder
Sobre o modelo da esfera pública liberal
Liberalismo, Estado e democracia
Em torno do espaço público democrático

6. ESTADO-PROVIDÊNCIA E CIDADANIA
Indivíduo e cidadania
Contexto político e social da expansão dos direitos de cidadania
Desenvolvimento da cidadania e organização política da sociedade
Lógica da cidadania e tensão entre os direitos instituidos
Cidadania e democracia

Fontes
Bibliografia



quinta-feira, 26 de abril de 2012

O Poeta é um fingidor



Tenho Tanto Sentimento

Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.



Análise do poema "tenho tanto sentimento"



O poema que se inicia com "Tenho tanto sentimento", é um poema ortónimo tardio de Fernando Pessoa, escrito em 19/9/1933.

Fernando Pessoa ficou conhecido, mesmo já entre os seus contemporâneos, como um poeta iminentemente racional, frio, regido pela inteligência. E é na sua poesia ortónima (escrita em seu próprio nome) que mais transparece esta mesma lógica. Os poemas ortónimos são, em regra, os poemas mais rígidos de Pessoa, e nos quais a emoção entra menos, sendo dada uma grande prevalência à economia de palavras e ao uso regrado das figuras de estilo.


Mas isto não quer dizer que Pessoa seja sempre racional - e que esteja certo aquele raciocínio anterior. Há que recordar o que o próprio Pessoa disse sobre a sua escrita ortónima (da famosa carta a Casais Monteiro onde ele fala sobre os heterónimos):


"(...) pus no Caeiro todo o meu poder de despersonalização dramática, pus em Ricardo Reis toda a minha disciplina mental, vestida da música que lhe é própria, pus em Álvaro de Campos toda a emoção que não dou nem a mim nem à vida. Pensar, meu querido Casais Monteiro, que todos estes têm que ser, na prática da publicação, preteridos pelo Fernando Pessoa., impuro e simples!"


Ou seja, Pessoa ortónimo era o "resto", o que sobrava dos outros, sendo que a despersonalização era exercida ao máximo em Caeiro, a disciplina tinha ido toda para Reis e a emoção toda para Campos. Pessoa-ele-próprio ficava, "impuro e simples". E é assim que devem ser lidos os seus poemas ortónimos, que estão constrangidos pela necessidade de não ultrapassarem esses limites da simplicidade imanente. É pois diferente para o Pessoa ortónimo analisar o que é o sentimento, ou para Álvaro de Campos fazer o mesmo. É mais fácil o ortónimo negar que é dominado pelo sentimento, pela emoção, do que o heterónimo engenheiro. Veremos aliás que Campos muito mais facilmente explica tudo pela emoção - é o extremo oposto do ortónimo no que à emoção diz respeito.


Mas passemos à análise estrofe a estrofe do poema propriamente dito.


Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.


Nesta primeira estrofe vemos uma confirmação do que dizíamos anteriormente. A primeira sensação de Pessoa é que ele é essencialmente um emocional. Álvaro de Campos ficar-se-ia por essa primeira sensação, sendo essencialmente um intuitivo. Mas Pessoa ortónimo é, essencialmente, um contra-intuitivo, é um racional. Portanto a sua escrita tende a recusar a primeira sensação e a ter de analisar ao pormenor tudo o que sente. E, geralmente, tudo o que é sobre-analisado tende a ser destruído. É isso mesmo que ele faz, ao justificar o "tanto sentimento" apenas enquanto "pensamento, / Que não senti afinal". Esta é realmente uma racionalização ao melhor estilo Pessoano.


Mas há que reconhecer que esta racionalização não é, ela mesma, puramente intelectual. Se, por um lado, a escrita ortónima é a mais "seca", a mais "despida", também se torna por vezes a mais sincera. Podemos ver nesta estrofe que Pessoa provavelmente racionaliza a sua emoção para se proteger dos efeitos dela. A racionalização será, ao longo da sua vida, uma das armas que ele utiliza para lidar com a sua solidão e com os momentos mais negativos.


Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.


Embora seja, em certa medida, uma verdade evidente - essa verdade da nossa vida se dividir entre a realidade concreta e o que nós pensamos sobre essa realidade; podemos ver que a racionalização continua, na segunda metade do poema. É o mesmo que ele escrevesse que é impossível considerar que toda a vida é feita de sofrimento, e que a vida real tem menos sofrimento do que nós pensamos, pois o sofrimento extra é imposto por nós próprios. E a vida "errada" é a que pensa a realidade e a que transforma a realidade em mais sofrimento. Trata-se quase de uma visão natural da vida, à maneira de Caeiro, pretendendo expulsar da mente humana a reflexão sobre a realidade, aceitando apenas a "vida vivida" e não a "vida pensada". Mas é claramente uma ilusão racional, pois Pessoa continua a pensar, mesmo recusando o pensamento.

Qual porém é verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

A confirmação disso mesmo - de que não é Caeiro que escreve, é bem visível na última estrofe. Pessoa confessa que é impossível saber qual é a vida real, se a "vivida" se a "pensada". Caeiro não teria dúvidas, pois para ele todo o pensamento deveria ser evitado. Mas Fernando Pessoa não é só "feito" de Alberto Caeiro. E neste caso, vemos que "vence" o Pessoa racional, o Pessoa ortónimo, que dá prevalência ao pensamento face à percepção pura dos sentidos. No final do poema Pessoa aceita que, na impossibilidade de sabermos qual é a vida verdadeira, teremos de aceitar pensar a vida. É a aceitação de que a racionalização da vida é a nossa melhor opção, sobretudo para não nos deixarmos dominar pelo sentimento. E esta é, afinal e verdadeiramente, uma opção que só o Pessoa ortónimo tomaria de tão bom grado.

Livros que merecem ser lidos...


A Revolução Grisalha
Francisco Cabrillo e M.Luísa Cachafeiro

Das ideias, do comportamento e das expectativas da população, à qual haverá que juntar a que se vai aproximando da idade de reforma, vão depender muitas coisas, no âmbito da economia, da política, da cultura. Este livro é um resumo do que a velhice representou na história da humanidade e uma previsão do que irá ser no futuro. Os autores defendem a tese de ser, de algum modo, possível, voltar a incluir as pessoas reformadas, que assim o desejem, no circuito de mercado de trabalho. Por um lado, não haverá outra alternativa, por questões democráficas. Por outro, será feita justiça a quem, todavia, tem muito para dar. A Revolução Grisalha, de uma forma ou de outra, está já em curso, e surgirá como fenómeno cultural até final do século XX e princípios do Século XXI.
Esta publicação é da PLANETA EDITORA, e data de 1990, e tem 158 páginas, mas merece a pena ler pela visibilidade dos autores, que se vem confirmando neste início de século.


Í N D I C E

Prefácio

1. ENCONTRO COM A VELHICE
Um problema actual
O que é a velhice
Porque envelhecemos
A teoria económica da família

2. A VELHICE NA HISTÓRIA
A origem da velhice
O mundo antigo
Dos Bárbaros à industrialização
A velhice nos nossos dias

3. O IDOSO NA FAMÍLIA
Um pacto entre gerações
A relação legal pais-filhos
A herança

4. A REFORMA
A reforma nem sempre satisfaz
Porquê a obrigatoriedade da reforma
A avó vai reformar-se
E se eles se tivessem reformado?

5. AS PENSÕES
Poupança e reforma
Como são financiadas as pensões
A crise da Segurança Social

6. A REVOLUÇÃO GRISALHA
Rumo a uma reforma flexível
A incompatibilidade entre a pensão e o trabalho
As leis contra a discriminação
Um novo sistema

EPÍLOGO
Uma nova velhice para uma nova sociedade

GLOSSÁRIO

terça-feira, 24 de abril de 2012

Notícia(s) do Dia: Tubarão mata bodyboarder David Lilienfeld





Tubarão mata bodyboarder David Lilienfeld


Trágico. O campeão sul-africano de bodyboard, David Lilenfeld morreu depois de ter sido vítima de um ataque de um tubarão branco, na costa da Cidade do Cabo, África do Sul. O atleta ficou sem uma perna e não resistiu aos ferimentos.

Segundo testemunhas, o tubarão teria cerca de quatro metros e, apesar das várias tentativas de Lilenfeld em defender-se com a prancha, o animal haveria de decepar a perna do bodyboarder.

Gustav, irmão mais novo da vítima, apercebeu-se de imediato do ataque e tentou trazer o atleta para a costa, mas este não resistiria aos ferimentos.

Esta tragédia está ainda envolta em polémica, já que, segundo a comunidade local, este incidente será a consequência da gravação de um documentário da ‘National Geographic’, cuja equipa terá atraído tubarões para aquela zona.


Fonte: Jornal ABOLA Online

Notícia(s) do Dia: Feira do Livro de Lisboa começa hoje com muita animação em agenda




Feira do Livro de Lisboa começa hoje com muita animação em agenda


Debates, lançamentos de livros e as concorridas sessões de autógrafos são algumas das iniciativas previstas.

Abre esta terça-feira à tarde a maior montra de livros de Lisboa. No Parque Eduardo VII, arranca mais uma edição da Feira do Livro.

Até 13 de Maio, 238 pavilhões regressam para uma edição com menos 14 pavilhões.

“Corresponde, nalguns casos, a associações de editores, que começaram a não aparecer isoladamente e, portanto, aí diminui o número de participantes, embora não diminua, na realidade, o número de editoras que estão presentes”, refere à Renascença o secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), Miguel Freitas da Costa.

Além disso, todos os anos há “flutuações, de ano para ano, de participantes que vão esporadicamente”, acrescenta.

Ao todo, são 112 os participantes na maior livraria ao ar livre do país.

Para contrariar a crise, editores e livreiros desdobram-se em actividades culturais, numa programação reforçada que inclui, entre outras coisas, debates, lançamentos de livros e sessões de autógrafos.

“Tem havido um grande empenho de todos os participantes em animar o mais possível a feira e, portanto, há literalmente centenas de iniciativas que vão contribuir para tornar a feira mais interessante”, afirma Miguel Freitas da Costa.

Toda a programação está no site da Feira, que este ano terá também a Hora H, com descontos, sempre na última hora antes do encerramento.

A Feira do Livro de Lisboa vai estar aberta de segunda a quinta-feira, das 12h30 às 23h00. À sexta-feira, fecha à meia-noite, tal como ao sábado e na véspera de feridos, dias em que abre às 11h00. Aos domingos, as montras de livros podem ser visitadas entre as 11h00 às 23h00.



Fonte: Renascença ONLINE

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Notícia(s) do Dia: Cantor Robin Gibb dos Bee Gees saiu do coma




Cantor Robin Gibb dos Bee Gees saiu do coma



O cantor britânico esteve uma semana em coma, depois de ter sido afetado por uma pneumonia. O cantor britânico esteve uma semana em coma, depois de ter sido afetado por uma pneumonia.

Robin Gibb, vocalista e compositor da banda Bee Gees, saiu do estado de coma e está a apresentar melhorias no seu estado de saúde, afirmou o seu porta-voz.

O cantor de 62 anos entrou em coma na semana passada depois de ter sido afetado por uma pneumonia, mas já estava hospitalizado desde o ano passado devido a problemas no estomago e colón.

A causa da sua doença nunca foi especificada- apesar de ter sido noticiado por várias vezes que teria cancro - mas o cantor terá dito à televisão britânica BBC que tinha uma massa no cólon que foi removida.

O porta-voz do cantor, Doug Wright, disse este sábado que Robin Gibb conseguiu comunicar com a sua família (que tem acompanhado o cantor durante quase toda a sua estadia num hospital de Londres) através de movimentos com a cabeça.

Os irmãos Robin, Barry e Maurice Gibb nasceram em Inglaterra e cresceram na Austrália, mantiveram a banda em atividade durante 45 anos, até à morte de Maurice em 2003. Robin e Barry decidiram reativar a banda em 2009.

O cantor britânico esteve uma semana em coma, depois de ter sido afetado por uma pneumonia. O cantor britânico esteve uma semana em coma, depois de ter sido afetado por uma pneumonia.

Robin Gibb, vocalista e compositor da banda Bee Gees, saiu do estado de coma e está a apresentar melhorias no seu estado de saúde, afirmou o seu porta-voz.

O cantor de 62 anos entrou em coma na semana passada depois de ter sido afetado por uma pneumonia, mas já estava hospitalizado desde o ano passado devido a problemas no estomago e colón.

A causa da sua doença nunca foi especificada- apesar de ter sido noticiado por várias vezes que teria cancro - mas o cantor terá dito à televisão britânica BBC que tinha uma massa no cólon que foi removida.

O porta-voz do cantor, Doug Wright, disse este sábado que Robin Gibb conseguiu comunicar com a sua família (que tem acompanhado o cantor durante quase toda a sua estadia num hospital de Londres) através de movimentos com a cabeça.

Os irmãos Robin, Barry e Maurice Gibb nasceram em Inglaterra e cresceram na Austrália, mantiveram a banda em atividade durante 45 anos, até à morte de Maurice em 2003. Robin e Barry decidiram reativar a banda em 2009.

Fonte: Expresso ONLINE

Livros que merecem ser lidos...


A SOCIOLOGIA E O DEBATE PÚBLICO
Estudos sobre a Relação entre Conhecer e Agir
Augusto Santos Silva


Eis o livro de sociologia que procura olhar para além dela: para a interacção do conhecimento sociológico e da acção social. Partindo deste conhecimento e assumindo a autonomia que lhe é própria, mas explorando os caminhos do seu diálogo com o debate público e a intervenção intencional e reflexiva sobre o mundo. Por isso se abordam, sucessivamente, os termos do relacionamento entre ciência e cidadania; as agendas possíveis para a comunicação recíproca em domínios tão centrais como o desenvolvimento, a educação e a cultura; e os recursos e oportunidades de que dispõe a sociologia portuguesa para levar a cabo, com êxito, estas tarefas.



Í N D I C E

PARTE I: INTELECTUAIS, CIENTISTAS, CIDADÃOS
Capítulo 1: Podemos dispensar os intelectuais?
1. A formação do intelectual moderno...
2. ...e as transfromações do século XX
3. Os intelectuais, responsáveis pelo seu declínio
4. Pela crítica cultural
5. Autonomia e relacionamento
6. Conhecimento, criação, ideias

Capítulo 2: Conhecimento sociológico e acção social
1. Da contribuição da sociologia à sociedade
2. Das condições do desenvolvimento da contribuição social da sociologia
3. Da intervenção pública dos sociólogos
4. De um certo paradoxo da sociologia portuguesa

Capítulo 3: A ciência social na cidade
1. Conhecimento sociológico e agenda política
2. Condições teóricas do impacto das ciências sociais
3. Condições institucionais
4. A relação com o campo social
5. Pensar prospectivamente

PARTE II: QUESTÕES DE AGENDAS
Capítulo 4: As dimensões educativas e culturais da des/igualdade; um balanço e uma agenda
1. Igualdade e desigualdade
2. O variável impacto da educação
3. Quatro temas de uma agenda educativa
4. Educação democrática para a democracia
5. O pensamento preguiçoso também não serve na cultura
6. Trêm temas de um agenda cultural
7. Enriquecer a agenda

Capítulo 5: «Acesso» e «sucesso»: factos e debates na democratização da educação em Portugal
1. Sociologia das políticas educativas
2. A acessibilidade da educação
3. Sucesso educativo: as tendências
4. Sucesso educativa: o debate
5. Por enquanto...

Capítulo 6: Sociedade civil, democracia local e desenvolvimento
1. O objectivo
2. O desenvolvimento comunitário
3. Um capital de experiência
4. A complexidade do jogo de actores
5. Comunidade local e sociedade civil
6. Identidade
7. Participação política
8. Interpelações recíprocas

Epílogo Sobre Recursos e Dificuldades
Capítulo 7: A mudança em Portugal, vista pela sociologia portuguesa
1. Portugal, uma sociedade em mudança desde os anos 1960
2. A complexidade do processo de mudança
3. A singularidade da situação portuguesa
4. Um retrato luminoso da sociologia portuguesa...
5....que não dispensa a reflexividade crítica

Referências Bibliográficas



sexta-feira, 20 de abril de 2012

À Volta com a Vida: Jovens batem nos pais por já não lhes darem tudo



Jovens batem nos pais por já não lhes darem tudo


Uma docente de criminologia reportou hoje casos de menores que "não sabem lidar com a frustração" e agridem os pais porque estes deixaram de lhes satisfazer todos os pedidos depois de entrarem em dificuldades financeiras.


"Começa a acontecer um cenário que não era muito comum, de filhos que batem nos pais, não como resultados de processos de vitimação ligados a negligência e a famílias desestruturadas, mas porque não sabem lidar com a frustração", disse a docente de criminologia Vera Mónica Duarte.

Situações deste tipo ocorrem no seio de famílias "que há poucos anos estavam numa situação de estabilidade e que, neste momento, não podem dar aos seus filhos aquilo que durante muito tempo puderam", explicou a docente, que coordena a organização do seminário "Delinquência juvenil, explicações e implicações", a realizar sexta-feira no Instituto Superior da Maia.

Segundo a docente, este quadro pode contribuir para uma mudança de perfil na delinquência juvenil, "o que vai impor novos desafios e novas exigências ao trabalho dos técnicos, quer na prevenção, quer na intervenção".

Porventura, exigir-se-ão "respostas estruturais que muitas vezes não temos capacidade de dar no imediato", admitiu, defendendo, em todo o caso, um trabalho técnico "mais direcionado para as próprias competências parentais", com o contributo "fundamental" das escolas.

Numa análise mais geral, a coordenadora do seminário da Maia assinalou "progressos" no combate à delinquência juvenil e destacou o programa Escolhas, que visa promover a inclusão social de menores das periferias pobres.

Fonte: Agência LUSA