segunda-feira, 5 de março de 2012

Às Voltas com a Memória: JAIME GRAÇA (n. 10 Jan.1942; m. 28 Fev.2012)



Jaime da Silva Graça, nasceu em Setúbal a 10 de Janeiro de 1942.

Actuou como médio pelo Setúbal até ao final da época de 1965/66, o Benfica, o Palmelense, o Vitória de Setúbal e o Oliveirense. Conquistou os seus maiores êxitos no Benfica, vencendo o Campeonato Nacional nas épocas de 1966/67, 1967/68, 1968/69, 1970/71, 1971/72, 1972/73 e 1974/75, e a Taça de Portugal nas épocas de 1968/69, 1969/70 e 1971/72.

Os dotes da família Graça foram evidenciados inicialmente pelo seu irmão Emídio, que teve papel preponderante no Sevilha FC. Pouco depois, era a vez de Jaime começar a destacar-se nos juniores do Palmelense, onde se transferiu para o Vitória de Setúbal. Tinha 17 anos quando se estreou na equipa principal da formação sadina e por aí ficou vários anos, tendo conquistado uma Taça de Portugal (com um golo seu na final) e chegado à condição de internacional.

Jogou uma final da Taça dos Campeões Europeus (que terminou com a derrota do Benfica por 4-1, frente ao Manchester United) e coube-lhe marcar o golo que permitiu empatar a partida e levar o encontro para o prolongamento. Manteve-se no Benfica até 1975, tendo depois regressado ao Vitória de Setúbal.

Seguiu ligado ao futebol como técnico voltando à Luz para trabalhar no departamento de futebol juvenil.

Foi 36 vezes internacional A, 12 pelo Vitória de Setúbal e 24 pelo Benfica, de 1965 a 1972. No seu jogo de estreia, o Portugal-Turquia, primeiro jogo da campanha que levaria Portugal à fase final do Mundial de 1966 a 24 de Janeiro de 1965, ficou provado todo o seu valor.

Marcador de um dos cinco golos nacionais, o médio (então) do Vitória de Setúbal voltaria a ser chamado para jogar os 90 minutos no importante Portugal-Roménia (2-1), falhando os restantes encontros. Apesar disso, foi inquestionável a sua inclusão no lote dos 22 "Magriços" a tal ponto que ele foi um dos totalistas dos jogos de Inglaterra, deixando bem patente toda sua classe.

Jaime Graça ainda deu muito mais selecção nacional. O seu derradeiro encontro com o equipamento de Portugal teve lugar a 9 de Julho de 1972, a final da Minicopa, que Portugal terminou em segundo lugar.

A ligação de Jaime Graça à selecção nacional não se esgotou, toda via, nesse momento, uma vez que José Torres o chamou para seu adjunto na campanha do Mundial do México.

Jaime Graça faleceu em 28 de Fevereiro de 2012.

Notícia(s) do Dia: Taxas de IRS de 2012 são excessivas e forçam empréstimo ao Estado, dizem fiscalistas



Taxas de IRS de 2012 são excessivas e forçam empréstimo ao Estado, dizem fiscalistas


As taxas de retenção na fonte de IRS para 2012 são excessivas e vão forçar os contribuintes de rendimento mais elevado e os que tenham menos deduções fiscais a realizar um empréstimo ao Estado que só será devolvido em 2013.


"Com base nos cálculos que efetuámos, este aumento [das taxas de retenção], que é mais acentuado para os rendimentos situados nos escalões intermédios e mais elevados, apresenta-se excessivo face ao imposto a apurar após a entrega da declaração de IRS, o que quer dizer que irá haver um reembolso de imposto proporcionalmente maior que em anos anteriores", explicou à Agência Lusa Martins Gomes, consultor fiscal da PricewaterhouseCoopers (PwC).

Já Luís Leon, Associate Partner da Deloitte, considera que "as novas retenções na fonte só são excessivas para os contribuintes que não tenham deduções fiscais ou que as deduções fiscais sejam pouco relevantes".

Nas contas feitas pela PwC para a Lusa (ver infografia), e analisando um casal em que ambos são trabalhadores dependentes; têm um filho a seu cargo; e recebem um salário bruto mensal de 1.800 euros cada, a diferença é significativa.

Em 2012, face aos rendimentos que receberam em 2011, tiveram direito a um reembolso de IRS de 624,54 euros e em 2013 face aos rendimentos que receberão este ano, terão um reembolso de 1.149,84 euros uma vez que lhes será aplicada uma retenção na fonte excessiva.

Nos casos de rendimentos mais baixos, o efeito é o contrário.

O mesmo casal, com um dependente, mas com um salário bruto de 1.000 euros cada receberá este ano um reembolso de 925,16 euros e apenas receberá em 2013 um reembolso de 684,46 euros já que ficou sujeito a taxas de retenção mais próximas daquele que é o imposto que tem efetivamente de pagar.

Nas contas feitas pela Deloitte para a Lusa é expurgado o efeito da sobretaxa extraordinária em sede de IRS que foi praticado em 2011 através de um aumento no IRS de 3,5 por cento e que levou à retenção de 50 por cento do subsídio de Natal.

Os resultados das simulações mostram, no entanto, que nos casos dos trabalhadores dependentes se nota um aumento das retenções feitas em 2012 face a 2011 e um aumento dos reembolsos nos casos sem deduções ou com um valores reduzidos de despesas dedutíveis.

De acordo com as mesmas simulações, os solteiros sem despesas em três escalões de rendimentos selecionados (970, 1.500 e 2.800 euros de rendimento mensal) são os que mais adiantam para o Estado em IRS, que terão de ser reembolsados na altura de entregar e fazer as contas ao imposto deste ano.

"As tabelas de retenção na fonte refletem as alterações previstas no Orçamento do Estado para 2012", sublinha o especialista da PwC, explicando que esta subida das taxas de retenção refletem "a redução significativa das deduções à coleta e benefícios fiscais em 2012".

No entanto, Martins Gomes lembra que "este aumento é mais acentuado para os rendimentos situados nos escalões intermédios e mais elevados e aparentemente afigura-se excessivo face ao imposto a apurar após a entrega da declaração de IRS, prevendo-se reembolsos de imposto proporcionalmente maiores que em anos anteriores".

Ou seja, na prática, e em geral, "os contribuintes irão ver o seu salário líquido reduzido mensalmente e terão de esperar pelo reembolso de imposto no próximo ano, após a entrega da declaração de IRS".

As tabelas de retenção na fonte para 2012 penalizam a generalidade dos contribuintes, em particular os de rendimento mais elevado, com as taxas a terem aumentos até dois por cento. Para os contribuintes a quem foi suspenso o subsídio de férias e de Natal há tabelas próprias adaptadas ao facto de estes contribuintes apenas receberem 12 salários e não 14 como os demais trabalhadores dependentes.

O aumento das retenções na fonte em 2012 não é uma nova subida de impostos uma vez que apenas reflete a subida de impostos prevista no Orçamento. Mas quando a taxa de retenção sofre um agravamento excessivo face ao que resulta da subida de impostos constante do Orçamento do Estado, constitui um empréstimo forçado que os contribuintes fazem ao Estado e que apenas lhe é devolvido no ano seguinte quando entregam a respetiva declaração de rendimentos.

Fonte: SAPO Notícias Online

sexta-feira, 2 de março de 2012

Notícia(s) do Dia: Morreram seis mil portugueses nas duas últimas semanas (PORQUE SERÁ? ADIVINHEM...)


Morreram seis mil portugueses nas duas últimas semanas


Mortalidade "por todas as causas" atingiu na semana passada 3080 óbitos, subindo para 6110 a cifra das duas últimas semanas. Principais vítimas são os idosos.



Em declarações à agência Lusa, Baltazar Nunes, técnico do Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), disse que na última semana, de 20 a 26 de Fevereiro, a mortalidade "por todas as causas", com valores acima do esperado e observada principalmente entre idosos com 75 ou mais anos, fixou-se nos 3080 óbitos.

Na semana anterior, de 13 a 19 de Fevereiro, o número de óbitos, em idênticas circunstâncias, situou-se nos 3030, fundamentalmente entre idosos, adiantou a fonte, ressalvando que os dados estão sujeitos a constantes alterações, uma vez que são actualizados permanentemente.

Semanalmente, todas as quintas-feiras, o INSA divulga no seu portal o boletim da gripe, com estatísticas sobre a mortalidade "por todas as causas", com valor acima do esperado.

De acordo com os dados publicados na quinta-feira, a actividade gripal passou, na semana passada, de moderada para alta, com tendência crescente.

Segundo o boletim, foram identificados, entre 20 e 26 de Fevereiro, 24 casos onde foi detectado o vírus gripal do tipo A, 16 dos quais do subtipo H3. A taxa de incidência mais elevada registou-se nos idosos com 65 ou mais anos.



Fonte: LUSA

quinta-feira, 1 de março de 2012

Notícia(s) do Dia: Vocalista dos The Monkees morre aos 66 anos



Vocalista dos The Monkees morre aos 66 anos


Davy Jones, vocalista dos The Monkees, morreu aos 66 anos, de acordo com o site “TMZ”. Um representante do cantor, afirmou que Jones sofreu um ataque cardíaco e acabou por falecer durante esta manhã.

O gabinete de medicina legal de Martin County na Florida (Estados Unidos), já confirmou o óbito.

Davy Jones nasceu em Manchester (Inglaterra) e começou a sua carreira profissional com apenas 11 anos de idade. Em 1964, com 18 anos, participou no famoso programa televisivo “The Ed Sullivan Show”, atuando como parte do musical “Oliver”, no mesmo episódio da icónica participação dos Beatles.

Em 1965, Jones foi escolhido a par de Micky Dolenz, Michael Nesmith e Pater Tork, para integrar os The Monkees, no que supostamente seria uma banda dentro dos mesmos moldes dos Beatles, com Jones como vocalista.

Fonte: SAPO.PT

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ás voltas com a VODAFONE: VODAFONE com aplicação do Económico TV

Vou iniciar uma nova rúbrica/crónica que tem a ver com notícias sobre a empressa Vodafone Portugal, onde exerço a minha actividade profissional. Estas notícias são extraidas da comunicação social (escrita) e tem a ver com informações que os "media" divulgam sobre as comunicações em geral e a Vodafone em particular. Espero que seja do agrado de todos, principalmente dos apreciadores da tecnologia e das comunicações. Estão, como é óbvio, sempre disponíveis para comentários que achem pertinentes e/ou dúvidas que queiram colocar.

Notícia(s) do Dia: Desempregados obrigados a ter formação em apenas duas semanas



Desempregados obrigados a ter formação em apenas duas semanas


O Governo quer que os novos desempregados sejam chamados a fazer acções de formação no prazo de duas semanas após a inscrição no centro de emprego.


As agências de emprego do sector privado poderão vir a receber financiamento do Estado quando conseguirem um posto de trabalho para desempregados que já esgotaram o subsídio. Mas a ideia ainda depende de experiências-piloto. Esta é apenas uma das mais de 30 medidas do Programa de Relançamento do Serviço Público de Emprego, aprovado ontem em Conselho de Ministros e apresentado pelo ministro da Economia.

"Uma medida, que poderá vir a ser concretizada, passaria pela atribuição de responsabilidades ao nível da colocação de desempregados não subsidiados por parte de entidades do sector privado de emprego", explicou ontem o secretário de Estado de Emprego aos jornalistas. Pedro Martins referiu que, "de acordo com os resultados da colocação desse desempregado (...) haverá uma remuneração por parte do Estado e do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) que variaria de acordo com a percentagem de trabalhadores colocados, de acordo com a duração dessas mesmas colocações".

Questionado sobre se isto implicaria um subsídio a empresas que ‘concorrem' com o sector público de emprego, Pedro Martins preferiu sublinhar que o que "interessa é pôr no terreno" medidas que combatam o desemprego.

Fonte: Diário ECONÓMICO ONLINE

Notícia(s) do Dia: Portugal acima da média da OCDE no acesso ao Superior



Portugal acima da média da OCDE no acesso ao Superior


Portugal está acima da média da OCDE em alunos que entram no Ensino Superior com mais de 80% de alunos que chegam à universidade.


Os dados constam do último relatório de educação realizado pela OCDE.

No entanto, o País continua abaixo da média no que toca a apoios financeiros sendo que a despesa pública com o sector é inferior a 20%. O estudo dá o exemplo de quatro países com sistemas bem desenvolvidos: Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos e sugere que uma solução para promover o acesso e frequência do Ensino Superior seria combinar um nível razoável de propinas com fortes sistemas de ajuda financeira.

"Muitos países com boas taxas de entrada nas universidades partilham uma coisa em comum: robustos sistemas de ajuda aos estudantes", lê-se no relatório da OCDE.

Os peritos da OCDE sugerem ainda que, combinando meios testados com subsídios de renda e empréstimos, se pode promover o acesso e a equidade, bem como melhores resultados dos alunos. Isto porque, revela o estudo, os países onde os alunos podem beneficiar de um grande apoio financeiro têm níveis de acesso acima da média, mesmo quando as despesas com propinas são comparativamente elevadas.

Num momento em que os países se debatem com dificuldades orçamentais, os peritos sugerem, também, um nível "moderado" de propinas, dando aos estudantes a possibilidade de beneficiarem de sistemas de ajuda financeira. "É uma forma efectiva de os países aumentarem o acesso à educação superior, fazendo um uso eficiente dos limitados fundos públicos", diz o documento.

No entanto, os autores do estudo reconhecem ser difícil classificar o termo "moderado" em termos quantitativos. Os países da OCDE que cobram a educação superior têm uma despesa média anual com propinas entre 800 e 1.300 dólares por ano (600 a 982 euros).


Fonte: Diário ECONÓMICO ONLINE

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

À Volta com a Economia: Barclays encerra 19 agências em Portugal



Barclays encerra 19 agências em Portugal


O Barclays vai encerrar 19 das suas 279 agências em Portugal, na sequência do plano de redução da base de custos no país.


A informação foi confirmada à Lusa por fonte oficial do banco, que acrescentou que esta redução da rede não vai implicar despedimentos.

"Devido à desaceleração do mercado bancário e na sequência do plano de redução da sua base de custos em Portugal, o Barclays anunciou o encerramento de 19 das suas 279 agências, menos de 7% da sua rede, não havendo lugar a despedimento de colaboradores", refere a mesma fonte do banco numa resposta escrita enviada à Lusa.

Segundo acrescenta a mesma nota, os "clientes [das agências a encerrar] serão transferidos para a agência mais próxima ou outra à sua escolha".

O Barclays garante ainda que as agências a encerrar "estão em localizações onde, actualmente, a actividade bancária não justifica a manutenção das mesmas. No entanto, um dos principais pressupostos de decisão foi a existência de uma agência nas proximidades, de forma a provocar o menor impacto possível no dia-a-dia dos clientes".

Para além disso, de forma a minimizar o efeito da transferência das contas dos clientes destas agências para uma das proximidades, o banco vai assegurar "a deslocação de, pelo menos, um colaborador da actual agência para a nova".

Quanto aos restantes, "serão recolocados noutros lugares e funções, não havendo redução de recursos humanos, com excepção das eventuais saídas voluntárias resultantes do programa de rescisões amigáveis em curso neste momento no banco", sublinham.

Recorde-se que a 7 de Fevereiro, o Económico noticiou que o banco enviou aos seus 2.100 colaboradores uma mensagem onde informava das condições do programa de rescisões amigáveis que a instituição pretendia aplicar.

No mesmo dia, fonte oficial do Barclays confirmou à Lusa que "o plano apresentado é de adesão estritamente voluntária, não obrigando qualquer colaborador a responder afirmativa ou negativamente. Apenas os colaboradores que considerem esta uma oportunidade para encarar novas realizações pessoais ou profissionais responderão se assim o desejarem".

O banco está em Portugal desde 1981, "estando neste momento a proceder à consolidação da sua posição no país, tomando em cada momento as medidas de gestão que permitem a continuação de uma operação saudável e preparada para acompanhar o crescimento do mercado quando tal acontecer", disse na mesma altura fonte oficial do banco à Lusa.

Questionado hoje pelo eventual número de rescisões amigáveis já concretizado, fonte oficial do Barclays recusou-se a avançar um número, explicando que o banco não vai fazer balanços provisórios. O programa de rescisões amigáveis termina sensivelmente em meados de Março.

Quanto à redução de balcões, o Barclays acrescenta ainda que esta medida "insere-se na consolidação da posição do banco no país, contribuindo para assegurar uma operação saudável e preparada para acompanhar o crescimento do mercado quando tal acontecer".



Fonte: Diário ECONÓMICO ONLINE

Notícia(s) do Dia: Mais de 60 mil desempregados já emigraram desde o início da crise



Mais de 60 mil desempregados já emigraram desde o início da crise


Entre 2009 e 2011, a emigração justificou o fim da inscrição de 64,9 mil desempregados nos centros de emprego. Só em 2011, foram 22,7 mil.


Milhares de pessoas anteciparam-se à sugestão do primeiro-ministro e optaram por procurar um emprego fora do país. A prová-lo estão os números do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) que indicam que, entre 2009 - primeiro ano em que a crise se fez sentir em Portugal - e 2011, 64.905 desempregados deixaram de estar inscritos nos centros de emprego porque optaram pela emigração.

Logo em 2009, a anulação de inscrições por este motivo disparou 33,1%. A partir daí, o crescimento foi mais contido: 15,8%, em 2010 e 0,2% em 2011. Só em 2011, o IEFP anulou 22.700 inscrições devido a emigração, longe dos 14.695 registos de 2008. O peso da emigração no total de inscrições eliminadas também tem vindo a crescer. Em 2011, justificava 4,5% do total, mas, em 2008, ficava em 3,1%.

Os dados do IEFP reflectem apenas uma parte do universo de emigrantes, uma vez que apenas diz respeito aos inscritos (e mesmo aqui o número pode estar subavaliado). O professor Jorge Malheiros salienta, por exemplo, o caso de muitos jovens à procura do primeiro emprego que optam por emigrar sem passar primeiro pelos centros de emprego.

Ainda assim, os dados do IEFP indicam que muitos portugueses acabaram por procurar outras alternativas além-fronteiras. Em Dezembro, o primeiro-ministro sugeriu a emigração de professores desempregados. Perante o cenário de "demografia decrescente", nos "próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas uma: ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se, sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa", disse Passos Coelho em entrevista ao Correio da Manhã. As declarações suscitaram controvérsia e depois foi a vez de o ministro dos Assuntos Parlamentares acusar os críticos de "conservadorismo". Aliás, Miguel Relvas já tinha abordado o tema da emigração em Novembro. Antes, em Outubro, foi o secretário de Estado da Juventude e do Desporto que deixou o mesmo conselho aos jovens: "Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras".

Fonte: Diário ECONÓMICO ONLINE

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Pobreza, Exclusão Social e Políticas Sociais: Human Development Report 2011


HUMAN DEVELOPMENT REPORT 2011



Relatório de desenvolvimento humano de 2011, onde podem encontrar a versão do índice de desenvolvimento humano para o corrente ano. Portugal pertence ao conjunto dos países altamente desenvolvidos ocupando o lugar 41 entre 187 países considerados, tendo melhorado ligeiramente em relação ao ano passado mas isso não impediu o nosso país de descer um lugar neste ranking (pg. 133). De entre os componentes deste índice destaque-se a escolaridade como o factor que mais prejudica a classificação portuguesa, isto é, a escolaridade média dos portugueses é muito baixa no contexto do grupo dos países altamente desenvolvidos, sendo mesmo a segunda mais baixa (pg. 134).


Note-se que este índice é reconhecido como um melhor descritor do estado de desenvolvimento de um país do que o simples PIB per capita.
Relatório de 185 páginas (Escrito em inglês)


Fonte: Published for the United Nations Development Programme (UNDP)

Pobreza, Exclusão Social e Políticas Sociais: Relatório da OCDE - Fosso Ricos e Pobres




DIVIDED WE STAND: WHY INEQUALITY KEEPS RISING

Relatório publicado pela OCDE sobre o aumento das desigualdades de distribuição de rendimentos nos países ricos, onde se verifica um aumento enorme entre o fosso que separa os ricos dos pobres. São 389 páginas de análise profunda a este problema que não é só de Portugal, mas do Mundo inteiro. (Escrito em inglês)

Fonte: OCDE

Notícia(s) do Dia: Saíram 20 mil funcionários do Estado em 2011 (Devem estar Felizes!!!!!)



Saíram 20 mil funcionários do Estado em 2011


Os dados revelados esta manhã Governo revelam uma redução de 3,2% no número de funcionários do Estado, acima dos 2% exigidos pela troika.


Hélder Rosalino revelou esta manhã que o ano passado foi cumprida a meta de redução do número de efectivos da Administração Central do Estado. De acordo com o secretário de Estado, que falava na comissão de Orçamento e Finanças que está a decorrer no Parlamento, em 2011 saíram entre 17 a 20 mil trabalhadores da Administração Central do Estado. Estes dados provisórios foram reunidos a pedido da troika acrescentou o governante.

Houve assim uma redução de 3,2%, acima dos 2% exigidos no memorando da troika. O principal motivo da maioria das saídas tem sido por aposentação dos funcionários públicos.

O secretário de Estado garantiu ainda até ao final da próxima semana a maioria das leis orgânicas, no âmbito do PREMAC, estará aprovada em Conselho de Ministros e que o programa deverá estar totalmente concluído já no final do primeiro semestre. “Depois das leis orgânicas públicas vamos começar a trabalhar nos mapas de pessoal de cada organismo e aqui podem identificar-se rearranjos que suscitem mobilidade interna ou especial”, revelou ainda Hélder Rosalino.

De acordo com os mesmos dados provisórios, recolhidos a pedido da troika, ao longo do ano passado foram reduzidas 40% das estruturas da Administração Central e 27% nos cargos de gestão. Houve uma diminuição de 142 organismos e de 1711 cargos de dirigentes. O governante acrescentou ainda que na administração central directa havia 102 estruturas e no final do ano passado eram apenas 80, uma diminuição de 22%. Já na administração central periférica ou seja regionais a redução foi de 67% de 43 estruturas para 14. Nos institutos públicos a redução foi de 74 para 56.

Fonte: Diário ECONÓMICO ONLINE

Notícia(s) do Dia: Novas regras da avaliação dos professores publicadas hoje em Diário da República



Novas regras da avaliação dos professores publicadas hoje em Diário da República

As novas regras para a avaliação dos professores, aprovadas em Conselho de Ministros em Dezembro, foram hoje publicadas em Diário da República e vigoram a partir de quarta-feira.


O novo decreto-lei resulta do acordo alcançado no ano passado entre o Ministério da Educação e vários sindicatos de professores.

O Conselho de Ministros aprovou a 22 de Dezembro os diplomas relativos à regulamentação do novo regime de avaliação dos professores e correspondente adaptação ao Estatuto da Carreira Docente.

Esta legislação define "as grandes linhas de orientação", disse na altura o ministro Nuno Crato, frisando que os resultados da avaliação passam a ser expressos em círculos alargados, correspondentes à duração dos diferentes escalões da carreira, o que permite "uma maior tranquilidade" na vida das escolas.

"Há uma real desburocratização do processo e uma preocupação de evitar potenciais conflitos de interesse, promovendo avaliadores de escalão superior ao dos avaliados", referiu.

Na justificação hoje publicada em Diário da República, indica-se que o novo modelo de avaliação dos professores se pretende "orientado para a melhoria dos resultados escolares" e para a "diminuição do abandono escolar".

Os avaliadores internos são seleccionados segundo o princípio da hierarquização.

Além do avaliado, intervêm na avaliação o presidente do conselho geral, o director, o conselho pedagógico e o coordenador de departamento curricular.

Se um docente for classificado com Regular tem "oportunidade de repetir o período probatório", sem interrupção funcional, devendo desenvolver um plano de formação que integre a observação de aulas, lê-se no texto.

O sistema continua sujeito a quotas – principal motivo de contestação dos sindicatos, mas a obtenção das menções de Excelente e Muito Bom nos 4. e 6. Escalões permite a progressão aos escalão seguinte, "sem a observância do requisito relativo à existência de vagas".

A classificação de Regular determina que o período de tempo a que respeita só seja considerado para efeitos de progressão na carreira após a conclusão com sucesso de um plano de formação com a duração de um ano.

A avaliação dos professores contratados realiza-se no final da vigência do contrato, desde que tenham prestado serviço, pelo menos, 180 dias.

O avaliado pode reclamar do resultado final da avaliação no prazo de 10 dias úteis, a contar da sua notificação. A decisão deve ser proferida em 15 dias úteis.

A disposição transitória estabelece que, no final do primeiro ciclo de avaliação, e "observando o princípio de que nenhum docente é prejudicado em resultado das avaliações obtidas" nos modelos anteriores, cada um opta, para efeitos de progressão na carreira, pela classificação mais favorável que obteve num dos três últimos ciclos avaliativos.


Fonte: SIC NOTÍCIAS

À Volta com a Economia: Portugueses fogem há 34 meses dos certificados de aforro

Fonte: Diário ECONÓMICO ONLINE


Portugueses fogem há 34 meses dos certificados de aforro


As famílias portuguesas tiraram mais 246 milhões de euros dos certificados de Aforro em Janeiro.

Há 34 meses seguidos que as famílias portuguesas fogem dos certificados de Aforro. No primeiro mês de 2012, foram mais 274 milhões de euros saíram que deste instrumento de dívida do Estado, contra apenas 28 milhões de euros em novas subscrições, revelou hoje o Boletim Mensal do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público.

O número confirma a tendência verificada no ano passado. Em 2011, os resgates líquidos atingiram os quatro mil milhões de euros, em linha com o esperado pelo Governo português.

A baixa remuneração oferecida por este produto cuja rendibilidade está dependente da evolução da Euribor a 3 meses pode ajudar a explica a tendência de fuga dos portugueses em relação aos certificados de Aforro. A taxa líquida para quem subscrever este produto este mês é de menos de 1%.

Em situação diferente continuam os certificados do Tesouro, que voltaram a somar um saldo líquido mensal de subscrições positivo, à conta de um volume de subscrições de 40 milhões de euros e de 23 milhões de euros de resgates.

À Volta com a Economia: IRS: Contribuintes têm de compensar retenção na fonte



IRS: Contribuintes têm de compensar retenção na fonte


Retenção na fonte em IRS dos salários processados antes de 10 Fevereiro terá de ser compensada no próximo mês.

Alguns contribuintes vão ter acertos adicionais em Março por causa das tabelas de retenção na fonte em IRS. Estes acertos - que poderão implicar mais ou menos dinheiro disponível nesse mês - ocorrem apenas se as entidades patronais tiverem processado os salários dos trabalhadores antes de 10 de Fevereiro, data da entrada em vigor das novas tabelas de retenção na fonte. É que, nestes casos, as retenções às remunerações ainda foram feitas de acordo com as tabelas de 2011.

Uma circular da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) vem definir que, quando o processamento dos salários tenha sido feito antes da entrada em vigor das novas tabelas de retenção na fonte de IRS e o pagamento feito já durante a vigência das novas taxas, devem as entidades patronais, privadas ou públicas, "proceder, até final do mês de Março de 2012, aos acertos decorrentes da aplicação àqueles rendimentos das novas tabelas de IRS". Assim, além da retenção na fonte correspondente ao mês de Março, vão ter o acerto correspondente a Fevereiro.

Na prática, isto significa que alguns contribuintes vão ter menos dinheiro disponível no final do mês e outros terão mais, consoante sejam trabalhadores do privado ou do sector público, respectivamente. Os trabalhadores de empresas privadas sofrerão um corte, já que as tabelas deste ano são mais gravosas do que as do ano passado, uma vez que têm em conta os limites globais introduzidos pelo Governo de Passos Coelho às deduções em IRS - que afectam aspectos como as despesas de saúde e da casa, por exemplo - e os tectos aos benefícios fiscais, que Sócrates já tinha aplicado.


Fonte: DIÁRIO ECONÓMICO ONLINE

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Notícia(s) do Dia: Soares contra "subserviência chocante" perante a troika




Soares contra "subserviência chocante" perante a troika


Mário Soares aconselha Passos Coelho a agir com "palavras simples" para contrariar "uma depressão colectiva que se está a generalizar".


O antigo Presidente da República volta a lançar fortes críticas à ‘troika' por meter "o nariz em tudo, como se fossem os nossos patrões, só porque representam os que nos emprestaram dinheiro a juros inaceitáveis" e "fingindo que são nossos simpáticos dadores quando são implacáveis exploradores". "Sacrifícios, sim, se houver uma estratégia que os justifique, humilhações, não", escreve.

Num artigo hoje publicado no Diário de Notícias, Mário Soares relata "uma depressão colectiva que está a generalizar" e um "descontentamento progressivo com tendência a transformar-se em revolta". O histórico socialista diz que Pedro Passos Coelho "não deve menosprezar esta perigosa situação" e aconselha o primeiro-ministro a usar "palavras simples e claras" para contrariar a ideia de "que quem nos governa é a troika". E escreve também que o Governo português "não deve ostentar perante ela uma subserviência chocante".


Fonte: DIÁRIO ECONÓMICO ONLINE

À Volta com a Economia: "Não sei quanto vou receber" (É só ver o valor de mercado...Ainda gozam, que pouca vergonha)



"Não sei quanto vou receber"


Eduardo Catroga, recém-eleito ‘chairman’ da EDP, garantiu hoje que não sabe quanto irá receber pelas suas funções na eléctrica.


"Eu não negociei previamente a minha remuneração. Não sei quanto vou receber. Nem falámos de remunerações quando fui convidado", garantiu, questionado pelos jornalistas após a assembleia-geral extraordinária da EDP, que aprovou a entrada da China Three Gorges e ainda a nomeação do conselho geral e de supervisão e a recondução da comissão executiva. O economista garantiu ainda não saber qual será o corte na remuneração.

O salário do ex-ministro das finanças na EDP, que foi eleito para 'chairman' da EDP para o triénio 2012-2014, tem sido alvo de polémica, por ser considerado "milionário" e a sua nomeação tem sido contestada.

Contudo, Catroga garantiu que seria "um candidato natural para um mandato como presidente. A minha escolha é uma escolha natural, e os accionistas, ponderando alternativas internas e externas, consideraram a mais acertada"- Até porque, lembrou, já estava no conselho geral e de supervisão há seis anos.
"Eu não negociei previamente a minha remuneração. Não sei quanto vou receber. Nem falámos de remunerações quando fui convidado", garantiu, questionado pelos jornalistas após a assembleia-geral extraordinária da EDP, que aprovou a entrada da China Three Gorges e ainda a nomeação do conselho geral e de supervisão e a recondução da comissão executiva. O economista garantiu ainda não saber qual será o corte na remuneração.

O salário do ex-ministro das finanças na EDP, que foi eleito para 'chairman' da EDP para o triénio 2012-2014, tem sido alvo de polémica, por ser considerado "milionário" e a sua nomeação tem sido contestada.

Contudo, Catroga garantiu que seria "um candidato natural para um mandato como presidente. A minha escolha é uma escolha natural, e os accionistas, ponderando alternativas internas e externas, consideraram a mais acertada"- Até porque, lembrou, já estava no conselho geral e de supervisão há seis anos.



Fonte: DIÁRIO ECONÓMICO ONLINE

Pobreza, Exclusão Social e Políticas Sociais: Seminário Internacional: Ciganos Portugueses



Pobreza, Exclusão Social e Políticas Sociais: A pobreza não acontece de repente, vai corroendo a vida devagarinho








Fonte: JORNAL PÚBLICO de 12-02-2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

À Volta com a Economia: Nobel da Economia recebe honoris causa em Portugal



Nobel da Economia recebe honoris causa em Portugal

Os Reitores das Universidades de Lisboa, Técnica de Lisboa e Nova de Lisboa, concedem, no dia 27 de fevereiro, o grau de Doutor Honoris Causa ao economista americano Paul Krugman. À sessão solene, que terá lugar na Aula Magna, em Lisboa, às 17h, segue-se uma conferência do Nobel sobre Economia na Crise.


 
Paul Krugman será apresentado por Jorge Braga de Macedo e José da Silva Lopes comentará, seguindo-se um período de perguntas e respostas.

Galardoado com o Prémio Nobel da Economia, em 2008, Paul Krugman é professor na Woodrow Wilson School of Public and International Affairs da universidade de Princeton e cronista regular do The New York Times.

Krugman é ainda Centenary Professor na London School of Economics, e foi laureado com o prémio bienal John Bates Clark (1991), com o qual a American Economic Association recompensa economistas com menos de 40 anos, escrevem aquelas universidades, em comunicado.

Autor de dezenas de livros e centenas de artigos, foi Ford International Professor of International Economics no Massachussets Institute of Technology (MIT), onde se doutorou em 1976, tendo também ensinado nas universidades de Yale e Stanford, além de ter desempenhado funções de assessor económico na Casa Branca.

Krugman recebeu o prémio Nobel pelas suas contribuições na nova teoria do comércio internacional baseada nas economias de escala, com implicações para os padrões no comércio e desenvolvimento internacionais, o papel da história e das expectativas na concentração geográfica da riqueza nacional e mundial.


 
Fonte: SAPO.Pt