terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Notícia(s) do Dia: Juros dos novos créditos descem pela primeira vez em três anos



Juros dos novos créditos descem pela primeira vez em três anos


Os bancos continuam a restringir o acesso ao crédito mas o custo de contratar um empréstimo desceu em Dezembro, quer para o crédito à habitação, quer para o crédito ao consumo, a empresas e outro tipo de crédito, de acordo com dados do BCE divulgados ontem. É a primeira vez que ocorre uma descida simultânea das taxas cobradas em todas as tipologias de crédito desde Abril de 2009, apesar da tendência de descida das Euribor já se verificar desde Agosto do ano passado.

O processo de desalavancagem da banca portuguesa tem levado a um aumento dos ‘spreads' o que, até agora, tem impedido que as descidas das taxas interbancárias se reflictam no custo final dos novos empréstimos. Ao conceder um crédito, os bancos têm em conta dois factores que determinam o custo do crédito: a taxa interbancária e o prémio de risco (‘spread'). Segundo os economistas contactados pelo Diário Económico, a redução verificada em Dezembro deveu-se, sobretudo, à queda das taxas Euribor. "A principal razão será a descida das Euribor e não dos ‘spreads", referiu a economista do BPI, Teresa Gil Pinheiro, ao Diário Económico.

A Taxa Anual Nominal dos novos créditos à habitação teve uma descida mensal de 0,09 pontos percentuais para 4,28%. Já a média mensal da Euribor a três meses desceu de 1,48% em Novembro para 1,43% em Dezembro. Neste tipo de créditos foi a primeira vez em 12 meses que os juros praticados pelos bancos desceram, apesar das taxas Euribor apresentarem uma tendência de queda desde Agosto.


Fonte: Diário ECONÓMICO ONLINE

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Notícia(s) do Dia: TMN, Vodafone e Optimus só recebem licenças do 4G em Março



TMN, Vodafone e Optimus só recebem licenças do 4G em Março


Anacom prolongou consulta pública até 2 de Março. Operadores preparados para lançar oferta.

A TMN, a Vodafone e a Optimus terão de esperar mais um mês para receber as licenças da quarta geração móvel (4G) - o chamado LTE -, que permitem disponibilizar Internet móvel de alta velocidade.

A previsão era de que as licenças fossem entregues a 9 de Fevereiro, como avançou presidente executivo da Vodafone, António Coimbra, na apresentação da estratégia do 4G na passada semana. Contudo, o regulador do sector as telecomunicações, a Anacom, decidiu dar 20 dias úteis de consulta pública para que os operadores apresentem os seus comentários à atribuição das frequências, segundo a informação publicada no ‘site' da Anacom.

O prazo da consulta termina, assim, no próximo dia 2 de Março, pelo que a Anacom deverá notificar os operadores na semana de 12 de Março. Esta data arrasta para meados do próximo mês a atribuição das licenças de LTE. No entanto, os direitos de utilização de algumas faixas - nomeadamente a dos 800 megahertz (Mhz) - só serão atribuídos no final de Abril, quando o sinal analógico de televisão for desligado e se der a passagem definitiva para a Televisão Digital Terrestre (TDT).


Fonte: Diário ECONÓMICO ONLINE

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O Mundo que nos Rodeia: Perspectiva Interessante


Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.


Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.


Fonte: Fernanda Braga da Cruz

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

À Volta com a Economia: Fisco vai vigiar compras com cartões de empresários individuais



Fisco vai vigiar compras com cartões de empresários individuais


Bancos vão ser obrigados a entregarem os registos de todas as operações: em restaurantes, lojas e hotéis.
O fisco vai ter acesso aos dados de todas as compras feitas através de cartões de crédito ou débito, independentemente do valor, segundo um diploma publicado ontem em "Diário da República".
A medida destina-se apenas a empresas ou empresários individuais e já se encontra em vigor por via de uma portaria do Ministério das Finanças.
Segundo o diploma, os bancos vão ter de enviar até ao final de Julho, de cada ano, uma lista dos pagamentos feitos com cartões de crédito e de débito sem que os titulares dos cartões sejam identificados.
Os bancos vão ser obrigados a entregarem os registos de todas as operações: em restaurantes, lojas e hotéis.
Na portaria, o ministério diz que a medida vai agilizar o cruzamento de informação e reforçar o combate à fraude e evasão fiscais.



Fonte: Renascença ONLINE

O Mundo que nos Rodeia: Qual é o teu valor de mercado?



Qual é o teu valor de mercado?



“Qual é o teu valor de mercado, mãe? Desculpa escrever-te uma pequena carta, mas estou tão confuso que pensei que escrevendo me explicava melhor.
Vi ontem na televisão um senhor de cabelos brancos, julgo que se chama Catroga, a explicar que vai ter um ordenado de 639 mil euros por ano na EDP, aquela empresa que dava muito dinheiro ao Estado e que o governo ofereceu aos chineses.
Pus-me a fazer contas e percebi que o senhor vai ganhar 1750 euros por dia. E depois ouvi o que ele disse na televisão. Vai ganhar muito dinheiro porque tem o seu valor de mercado, tal como o Cristiano Ronaldo. Foi então que fiquei a pensar. Qual é o teu valor de mercado, mãe?

Tu acordas todos os dias por volta das seis e meia da manhã, antes de saíres de casa ainda preparas os nossos almoços, passas a ferro, arrumas a casa, depois sais para o trabalho e demoras uma hora em transportes, entra e sai do comboio, entra e sai do autocarro, por fim lá chegas e trabalhas 8 horas, com mais meia hora agora, já é noite quando regressas a casa e fazes o jantar, arrumas a casa e ainda fazes mil e uma coisas até te deitares quando já eu estou há muito tempo a dormir. O teu ordenado mensal, contaste-me tu, é pouco mais de metade do que aquele senhor de cabelos brancos ganha num só dia. Afinal mãe qual é o teu valor de mercado? E qual é o valor de mercado do avozinho? Começou a trabalhar com catorze anos, trabalhou quase sessenta anos e tem uma reforma de quinhentos euros, muito boa, diz ele, se comparada com a da maioria dos portugueses. Qual é o valor de mercado do avô, mãe? E qual é o valor de mercado desses portugueses todos que ainda recebem menos que o avô? Qual é o valor de mercado da vizinha do andar de cima que trabalha numa empresa de limpezas?

Ontem à tardinha ela estava a conversar com a vizinha do terceiro esquerdo e dizia que tem dias de trabalhar catorze horas, que não almoça por falta de tempo, que costumava comer um iogurte no autocarro mas que desde que o motorista lhe disse que era proibido comer nos transportes públicos se habituou a deixar de almoçar. Hábitos! Qual é o valor de mercado da vizinha, mãe? E a minha prima Ana que depois de ter feito o mestrado trabalha naquilo dos telefones, o “call center”, enquanto vai preparando o doutoramento? Ela deve ter um enorme valor de mercado! E o senhor Luís da mercearia que abre a loja muito cedo e está lá o dia todo até ser bem de noite, trabalha aos fins de semana e diz ele que paga mais impostos que os bancos? Que enorme valor de mercado deve ter! O primo Zé que está desempregado, depois da empresa onde trabalhava há muitos anos ter encerrado, deve ter um valor de mercado enorme! Só não percebo como é que com tanto valor de mercado vocês todos trabalham tanto e recebem tão pouco! Também não entendo lá muito bem – mas é normal, sou criança – o que é isso do valor de mercado que dá milhões ao senhor de cabelos brancos e dá miséria, muito trabalho e sofrimento a quase todas as pessoas que eu conheço! Foi por isso que te escrevi, mãe. Assim, a pôr as letrinhas num papel, pensava eu que me entendia melhor, mas até agora ainda estou cheio de dúvidas. Afinal, mãe, qual o teu valor de mercado? E o meu?”

Fonte: Francisco Queirós

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Notícia(s) do Dia: Prisão de Isaltino volta a ser adiada




Prisão de Isaltino volta a ser adiada

O Tribunal Judicial de Oeiras defende que Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, devia estar preso desde 19 de Setembro pelo facto de a decisão condenatória de dois anos de prisão por fraude fiscal e branqueamento de capitais ter transitado em julgado naquela data. Este entendimento da juíza Carla Cardador, titular do processo, devia levar à emissão de novo mandado de captura do autarca requerido por duas vezes pelo Ministério Público, mas a magistrada foi obrigada a seguir leitura oposta do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL).


Este novo despacho da juíza Cardador, consultado pelo SOL, foi proferido esta segunda-feira no âmbito de um requerimento da defesa do autarca onde era solicitada a declaração de prescrição de dois dos três crimes de fraude fiscal praticados por Isaltino entre 2001 e 2003. Isaltino entendia que os crimes de 2001 e de 2002 já tinham prescrito, mas o Tribunal de Oeiras indeferiu tal pretensão.

A juíza Carla Cardador, que mandou prender o edil oeirense em Setembro para libertá-lo 24 horas depois devido a uma falha de informação com origem na Relação de Lisboa, considera que o crime praticado a 4 de Maio de 2001 prescreveria 10 anos e seis meses a contar dessa data. Isto é, a 4 de Novembro último. Contudo, a magistrada entende que a decisão condenatória de dois anos de prisão aplicada pelo Tribunal da Relação de Lisboa em Junho de 2010 transitou em julgado a 19 de Setembro de 2011, tendo estabilizado definitivamente a 31 de Outubro seguinte. Ou seja, a condenação de Isaltino Morais é definitiva, tendo ocorrido antes da data da prescrição do crime de fraude fiscal praticado em 2001. Já o crime de 2002, a prescrição só aconteceria em Novembro de 2012.

O TRL, contudo, tem um entendimento contrário quanto ao trânsito em julgado do processo das contas da Suíça – facto que pesou decisivamente na decisão da juíza de não emitir os mandados de captura solicitados por duas vezes pelo procurador Luís Elói.

Em Dezembro, no âmbito de uma decisão que obrigou o Tribunal de Oeiras a apreciar precisamente o pedido de prescrição do autarca, a Relação de Lisboa considerou que «a decisão condenatória não transitará enquanto estiverem pendentes recursos ordinários que possam contender com a subsistência dessa decisão», escreveu o desembargador Rui Gonçalves no acórdão datado de 14 de Dezembro.

Esta leitura é contraditória com outra decisão também da Relação de Lisboa datada de 8 de Novembro de 2011. No contexto do incidente de recusa da juíza Cardador interposto por Isaltino Morais, o desembargador José Simões Carvalho considerou então que, de facto, a decisão condenatória tinha transitado em julgado a 19 de Setembro.

A magistrada judicial de Oeiras constatou no seu despacho da última segunda-feira estas leituras contraditórias de dois colectivos diferentes do TRL, mas viu-se obrigada a não contrariar a última leitura subscrita pelo desembargador Rui Gonçalves, pois o entendimento de um tribunal superior sobrepõe-se ao seu. «Pese embora não partilhemos do entendimento do TRL [defendido pelo desembargador Rui Gonçalves]», lê-se no despacho consultado pelo SOL.

Assim, Cardador decidiu «não ordenar, por ora, a emissão dos mandados de captura», indeferindo o requerimento nesse sentido do Ministério Público (MP) de Oeiras.

O MP deverá recorrer agora para a Relação de Lisboa, de forma a que um terceiro colectivo de desembargadores analise novamente sobre a questão do trânsito em julgado. A defesa de Isaltino poderá recorrer igualmente da decisão da juíza de não reconhecer a prescrição dos dois crimes de fraude fiscal.

Porém, a nova decisão da Relação de Lisboa será passível de recurso para o Supremo Tribunal de Justiça. Eis uma novela judiciária que ainda está longe do fim.


Fonte: Luís Rosa SOL

Notícia(s) do Dia: Governo vai injectar 600 milhões no BPN




Governo vai injectar 600 milhões no BPN

 
Governo pretende realizar, já nas próximas semanas, um aumento de capital no Banco Português de Negócios (BPN) de 600 milhões de euros.

Trata-se de um valor acima da última estimativa feita pelas autoridades, no final do ano passado, de 500 milhões de euros.

Para se libertar do BPN, o Estado português terá ainda de gastar mais 600 milhões de euros, uma despesa que já foi registada em Dezembro.

A informação foi avançada pelo Governo na sequência de um pedido de informações do Bloco de Esquerda (BE).

Em declarações à Renascença, o deputado “bloquista” Pedro Filipe Soares lamenta o que diz ser a falta de transparência num processo cada vez mais oneroso para os contribuintes.

“A 20 de Dezembro do ano passado, o Governo dizia-nos que os 350 milhões de euros passariam a ser 500 milhões de euros antes de proceder à venda. Hoje vem-nos dizer que, afinal, vai injectar 600 milhões de euros do dinheiro de todos os contribuintes, para depois vender por apenas 40 milhões.”

Para Pedro Filipe Soares, este é um “negócio que ninguém compreende e são dados que estão a dever muito à transparência”.

“Tudo isto indica que podemos estar perante uma venda de favor, que cada vez é mais danosa para os dinheiros de todos nós”, alerta o deputado.

O Bloco de Esquerda já solicitou a presença do ministro das Finanças,Vítor Gaspar, no Parlamento, para esclarecimentos sobre o processo de venda do BPN.



Fonte: Renascença ONLINE

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Notícia(s) do Dia: Universidade de Coimbra lança primeiro radiofármaco português



Universidade de Coimbra lança primeiro radiofármaco português


A Universidade de Coimbra lança esta semana o primeiro radiofármaco português. Trata-se de um medicamento para o diagnóstico do cancro que já foi autorizado pelo Infarmed.

O radiofármaco vai chegar ao mercado depois de uma investigação clínica que envolveu mais 1.500 doentes. A sessão de lançamento está marcada para a próxima sexta feira, em Coimbra.

O radiofármaco português surge no mercado depois de uma década de investigação. É desenvolvido no Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da Universidade de Coimbra e a produção atingida chega já para cobrir as necessidades do mercado nacional.

O medicamento é injectado nos doentes e permite perceber a evolução da doença oncológica. Uma das grandes vantagens do radiofármaco português é a sua grande estabilidade, explica o vice-reitor para a investigação e director técnico para a produção do ICNAS, Amílcar Falcão, em declarações à Renascença.

“A radioactividade perde-se à medida que o tempo passa e nós, ao estarmos a produzir em Coimbra e ao podermos distribuir para Lisboa e Porto, que ficam a duas horas de caminho, nós conseguimos fazer chegar o radiofármaco com um maior grau de radioactividade, portanto, mais interessante do que quando ele vem de Madrid ou Sevilha, que demora o triplo do tempo em cá chegar.”

Outra vantagem é produzir a molécula em metade do tempo em relação à concorrência e ter uma estabilidade maior.

A partir de agora, Portugal deixa de depender da produção espanhola de radiofármacos. A proximidade na distribuição torna-se assim num grande trunfo, sublinha Amílcar Falcão.

“Por exemplo, um médico e os doentes que estejam preparados para fazer um exame às 8h00, nós colocamos o radiofármaco às 8h00, 8h05 no máximo, ao passo que já tem acontecido muitas vezes esses exames terem de ser desmarcados e serem marcados para outro dia, dado o atraso”, explica o vice-reitor para a investigação e director técnico para a produção do ICNAS.

O radiofármaco que chega agora ao mercado farmacêutico português é uma das muitas moléculas em desenvolvimento no ciclotrão da Universidade de Coimbra, que prevê "lançar nos próximos três a quatro anos seis novos medicamentos.


Fonte: RENASCENÇA ONLINE

Notícia(s) do Dia: Governo aproxima regras laborais da Função Pública e dos privados




Governo aproxima regras laborais da Função Pública e dos privados


O Governo prepara-se para apresentar, em Fevereiro, aos sindicatos da função pública uma proposta para aproximar as regras laborais dos trabalhadores do Estado às do sector privado, apurou o Diário Económico. Um dos pontos será a redução dos quatro feriados nacionais, acordada na concertação social, mas as alterações não ficam por aqui.

"Um dos pontos que irá estar em cima da mesa é a possibilidade de revisão do Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas (RCTFP), por causa da questão dos feriados", revelou ao Diário Económico o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino. Isto porque o fim dos quatro feriados - Corpo de Deus, 15 de Agosto, 5 de Outubro e 1 de Dezembro - foi uma medida acordada na concertação social e, para ser válida também para a função pública terá de ser integrada no RCTFP.

Aliás, a proposta que altera os feriados e outras matérias laborais que neste momento está em cima da mesa apenas diz respeito ao Código do Trabalho (sector privado). A versão preliminar, saída do acordo da concertação social esteve ontem a ser discutida numa reunião informal entre parceiros sociais e volta amanhã à concertação social.


Fonte: Diário ECONÒMICO ONLINE

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Notícia(s) do Dia: CGTP: sai Carvalho da Silva, entra Arménio Carlos



CGTP: sai Carvalho da Silva, entra Arménio Carlos

A CGTP viveu hoje um marco da sua história, no encerramento do XII Congresso da Intersindical, com Manuel Carvalho da Silva a dar lugar a Arménio Carlos no cargo de secretário-geral.

A reunião magna decorreu durante dois dias em Lisboa sob o lema 'Portugal Desenvolvido e Soberano, Trabalho com Direitos', tema que reflecte a conjuntura actual, mas que poderia ser substituído pela 'renovação e rejuvenescimento'.

No dia em que se completam 35 anos sobre a realização do II Congresso da CGTP, o emblemático congresso de todos os sindicatos, saíram os últimos históricos que entraram nessa data: Manuel Carvalho da Silva, Maria do Carmo Tavares e Manuel Freitas.

O discurso de Carvalho da Silva, que sai após 35 anos de direcção e 25 de liderança, marcou a abertura dos trabalhos pela exaustividade da análise conjuntural feita.

Com a saída dos mais velhos, a média etária do Conselho Nacional da CGTP, composto por 147 elementos, passou para os 48 anos.

Ao longo dos dois dias de trabalho, as críticas ao recente acordo de concertação social foram uma constante, bem como às políticas do Governo PSD/CDS, denunciadas como a imposição de sucessivos sacrifícios aos trabalhadores.

No congresso foram aprovados uma Carta Reivindicativa para apresentar ao Governo e ao patronato e o programa de acção da CGTP para os próximos quatro anos, que define detalhadamente todas as áreas de intervenções da central sindical.

O discurso de encerramento ficou a cargo do novo secretário-geral, Arménio Carlos, que se alongou nas críticas à política do Governo e nas apostas para o futuro sindical.

Arménio Carlos acusou o Governo de estar a destruir a economia e a promover «perigosas rupturas na sociedade» e a destruição do Estado Social.

O novo secretário-geral da CGTP apelou para a unidade na acção a partir dos locais de trabalho, contra a retirada de direitos laborais e sociais.

O congresso foi encerrado com alguma emoção, com fortes aplausos dos congressistas aos sindicalistas que saem, mas também aos que agora entram.



Fonte: LUSA/SOL

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

À Volta com a Economia:SÍNTESE ECONÓMICA DE CONJUNTURA-Dezembro de 2011


Preços

Em 2011, a taxa de variação média do IPC foi de 3,7% (1,4% em 2010). Este resultado terá traduzido o crescimento bastante acentuado do preço dos produtos energéticos e o aumento da taxa de normal do IVA a partir de Janeiro de 2011. Destacam-se ainda, de entre as medidas com impacto no IPC, o aumento dos preços dos transportes, a partir de Agosto de 2011, e o agravamento da taxa do IVA que incide sobre os preços da electricidade e do gás natural, de 6% para 23%, no mês de Outubro. Mensalmente, a variação homóloga do IPC situou-se em 3,6% em Dezembro, menos 0,4 p.p. que no mês anterior. O indicador de inflação subjacente (IPC total excluindo bens energéticos e alimentares não transformados) situou-se em 2,3% em Dezembro, mais 0,2 p.p. que no mês anterior. No conjunto do ano de 2011, a taxa de variação média deste indicador foi de 2,3% (0,3% em 2010). Analisando a desagregação do IPC entre bens e serviços, a desaceleração do índice total em Dezembro deveu-se à componente de bens, que passou de uma variação homóloga de 5,0% em Novembro para 4,4%. Por sua vez, a componente de serviços registou crescimentos homólogos de 2,3% e 2,5% em Novembro e Dezembro, respectivamente. Note-se que, em 2011 a componente de bens registou uma variação média anual superior à da componente de serviços (ver caixa). O IHPC, cuja estrutura de ponderação difere da do IPC por incluir a despesa de não residentes no país e excluir a despesa de residentes no exterior, apresentou uma variação homóloga de 3,5% em Dezembro (3,8% no mês anterior). Em Portugal, o IHPC tem vindo a apresentar um crescimento homólogo superior ao da AE desde Julho de 2010. Nos últimos dois meses esta diferença situou-se em 0,8 p.p. (1,0 p.p. em Outubro). Em termos
 anuais, a variação média do IHPC passou de 1,4% em 2010 para 3,6% em 2011, registando-se um diferencial face à AE de 0,9 p.p. (-0,2 p.p. no ano anterior). Os saldos das apreciações dos consumidores sobre a evolução passada e futura dos preços diminuíram em Dezembro, de forma mais expressiva no segundo caso, interrompendo os respectivos movimentos crescentes anteriores. No mesmo mês, o SRE das expectativas de evolução dos preços praticados pelas empresas diminuiu na indústria transformadora, nos serviços, no comércio e na construção e obras públicas, atingindo no último caso o mínimo da série. O índice de preços na produção da indústria transformadora desacelerou, passando de uma taxa de variação homóloga de 5,4% em Outubro para 5,3% em Novembro. Excluindo as componentes energética e de alimentares não transformados, este índice apresentou um crescimento homólogo de 1,8% em Novembro (2,1% no mês anterior). A taxa de variação homóloga do índice cambial efectivo nominal para Portugal passou de -0,5% em Outubro para -0,3% em Novembro, enquanto a taxa de variação em cadeia situou-se em -0,1% (variação nula no mês anterior).

Fonte: INE

Notícia(s) do Dia: Não faz sentido nenhum acabar com os feriados




Não faz sentido" acabar com os feriados

O antigo presidente da República considera que não faz "sentido nenhum" acabar com o feriado do 5 de Outubro e 1º de Dezembro.


"Como socialista, laico e republicano dos sete costados, custa-me um bocado a engolir", sublinhou Mário Soares, à entrada para uma conferência sobre "A crise europeia e Portugal", promovida pela Fundação Inês de Castro.

Apesar de admitir que pode haver muitos feriados e pontes, o fundador do Partido Socialista acha que "não é por aí [extinção dos feriados] que se vai resolver os problemas do País".

O Governo vai propor aos parceiros sociais a eliminação do 05 de Outubro e do 1.º de Dezembro, da lista de feriados obrigatórios, anunciou hoje o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, Álvaro

Santos Pereira adiantou que o Governo vai propor aos parceiros sociais a eliminação de igual número de feriados religiosos.

No 5 de Outubro celebra-se a Implantação da República e no 1.º de Dezembro a Restauração da Independência.

Fonte: Diário ECONÓMICO ONLINE

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

À Volta com a Economia:SÍNTESE ECONÓMICA DE CONJUNTURA-Dezembro de 2011




Mercado de Trabalho


A variação homóloga do indicador de emprego dos ICP situou-se em -4,3% em Novembro (-3,7% em Outubro), reforçando o perfil descendente observado desde o início de 2011, em resultado da evolução negativa registada em todos os sectores. Nos serviços, este indicador passou de uma variação homóloga de -3,3% em Outubro para -4,0% em Novembro, intensificando o agravamento verificado continuamente desde Janeiro e fixando o valor mais baixo da série iniciada em 2001. O indicador de emprego da construção e obras públicas apresentou uma redução homóloga de 11,3% em Novembro (variação de -10,8% no mês anterior), atingindo um novo mínimo para a série, na sequência da tendência negativa observada desde Maio de 2008. Na indústria, o indicador de emprego registou variações
 homólogas de -1,0%, -1,3% e -1,6% entre Setembro e Novembro, respectivamente. De acordo com a informação publicada pelo IEFP, as ofertas de emprego registadas ao longo do mês nos centros de emprego voltaram a apresentar uma forte redução homóloga em Dezembro, embora reforçando o movimento ascendente observado nos dois meses anteriores, passando de -20,0% em Novembro para -13,4%. O desemprego registado aolongo do mês nos centros de emprego aumentou em termos homólogos 21,4% e 26,8% em Novembro e Dezembro, respectivamente, mantendo o forte perfil ascendente observado continuamente desde Abril e fixando a taxa mais elevada desde Maio de 2009. Refira-se que o rácio entre as ofertas de emprego e o desemprego registados ao longo do mês voltou a diminuir em Dezembro, prolongando a trajectória descendente verificada desde Agosto de 2010 e atingindo um novo mínimo histórico para a série iniciada em 1990. As expectativas dos empresários sobre a evolução do emprego agravaram-se em Dezembro, mantendo o acentuado perfil decrescente observado desde Outubro de 2010 e fixando o valor mais baixo da série. No mês em análise, o SRE das expectativas de emprego diminuiu em todos os sectores, registando o mínimo histórico na construção e obras públicas e no comércio. Por sua vez, o saldo das perspectivas dos consumidores sobre a evolução do desemprego aumentou em Dezembro, prolongando a trajectória crescente iniciada em Novembro de 2009. Todavia, sem a utilização de médias móveis de três meses, este saldo diminuiu de forma ténue em Dezembro. Segundo o MTSS, a variação homóloga das remunerações médias mensais declaradas à Segurança Social situou-se em 2,9% em Novembro, mais 0,4 p.p. que no mês anterior.


Fonte: INE

Notícia(s) do Dia: Santos Ferreira abandona liderança do BCP




Santos Ferreira abandona liderança do BCP


O Millennium bcp vai mudar de presidente executivo e de modelo de governação já na próxima assembleia-geral extraordinária, a realizar a 28 de Fevereiro. Carlos Santos Ferreira afirmou ao Diário Económico que tenciona cumprir até ao fim o mandato para que foi eleito, como presidente executivo, mas acrescenta que, "mais dia ou menos dia, os accionistas quererão mudar o modelo de governação, e, nessa altura, outras pessoas terão de surgir".

A afirmação deixa implícito o que se vai seguir nas próximas semanas. A vontade dos principais accionistas, particularmente da Sonangol, que tem 15% do capital, é a de abrir um novo ciclo na vida do BCP, nomeadamente com a mudança de estatutos e a entrada no curto prazo de pelo menos um novo parceiro, provavelmente os chineses da ICBC. E não querem esperar pelo fim do actual mandato, que tem apenas um ano, para o concretizar.

Carlos Santos Ferreira escusa-se a confirmar oficialmente a informação do Diário Económico, mas responde, por escrito: "Tenciono cumprir até ao fim o mandato para que fui eleito de presidente do conselho de administração executivo. Dito isto, mais dia ou menos dia, os accionistas quererão mudar o modelo de governação, passando do actual modelo dualista para o denominado monista". Hoje, o BCP tem um conselho geral e de supervisão, presidido pelo embaixador António Monteiro, e que tem os representantes dos accionistas, e um conselho de administração executivo, presidido por Carlos Santos Ferreira, que gere operacionalmente o banco. O novo modelo passa pela criação de um conselho de administração, do qual sairá uma comissão executiva e um novo presidente, cujo nome continua em segredo.

Fonte: ECONÓMICO ONLINE

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Notícia(s) do Dia: Eusébio comemora 70 anos: «Parabéns, King»




Eusébio comemora 70 anos: «Parabéns, King»


Eusébio da Silva Ferreira, o maior símbolo do futebol português, completa nesta quarta-feira 70 anos, com mais de meio século de Portugal e de Benfica, desde a sua chegada a Lisboa no Inverno de 1960.
Nascido a 25 de Janeiro de 1942, Eusébio tornou-se a maior lenda do futebol português, não só ao serviço do Benfica, na década mais gloriosa do clube (anos 60), mas também da selecção nacional, com o terceiro lugar no Mundial de 1966.
Com o número 10 nas costas ao serviço das “águias” e o 13 com as “quinas”, o “Pantera Negra” teve os seus momentos mais altos no segundo título europeu do Benfica (5-3 ao Real Madrid) e no Mundial de Inglaterra 66, onde foi o melhor marcador.
A forma determinada e o espírito de sacrifício com que se entregou à profissão são, segundo o próprio, a “chave” do êxito que teve ao longo de uma carreira recheada com um título europeu de clubes, um terceiro lugar num Mundial e uma série “interminável” de prémios individuais e... de golos, muitos golos.
“Nunca tive medo de levar pancada. Só no joelho esquerdo, fui operado seis vezes ao menisco... mas nunca tive medo, porque sempre gostei de jogar”, revelou, em declarações à agência Lusa, o antigo jogador por ocasião do seu 50.º aniversário.
O cinquentenário serviu também para o clube do seu coração e no qual cumpriu quase toda a carreira (15 épocas de Benfica) o homenagear, com a colocação de uma estátua de bronze do jogador na zona do estádio, primeiro no antigo e hoje na nova Luz.
Longe vão os tempos da sua chegada a Lisboa, numa viagem repleta de secretismo – o Sporting concorria pelo jogador – e que significou o abandono do futebol amador moçambicano e o ingresso num Benfica colossal, que se preparava para conquistar a sua primeira Taça dos Campeões Europeus.
Depois dessa noite, o futebolista – face ao diferendo entre Benfica e Sporting – ainda teve que esperar alguns meses para se estrear pelos “encarnados”, a 23 de Maio de 1961, dando início a uma carreira de sucesso.
A sua chegada ao futebol foi muito polémica e faz parte dos anais do futebol: a actuar no Sporting de Lourenço Marques, filial do Sporting, era pretendido pelos “leões”, mas foi o Benfica que ganhou... uma “louca” corrida.
Para levarem a melhor, os dirigentes “encarnados” utilizaram mesmo um código nas suas comunicações telefónicas e telegráficas com Moçambique, de forma a despistarem os “leões”, referindo-se ao jogador através de um nome de mulher - Rute.
Parecia um “filme de espiões”: Eusébio foi levado num Volkswagen com matrícula do governo directamente para as escadas do avião “Super Constelation”, no qual foi o último a embarcar, sem que o seu nome tenha sequer feito parte da chamada dos passageiros.
Inconformado com o facto de verem Eusébio evoluir na Luz, o Sporting chegou mesmo a acusar os dirigentes rivais de terem raptado o jogador, mas Eusébio nega esta versão e garante que o Benfica ganhou por ter negociado com a sua mãe e o seu irmão.
“O Benfica estava à frente porque falou com a minha mãe e o meu irmão. O Sporting fala em rapto, mas eu nunca poderia aceitar ter sido raptado”, explicou Eusébio, que, depois de chegar a Lisboa, viveu durante quatro meses no “Lar do Jogador” do seu novo clube, isto depois de 10 dias no Algarve com o dirigente Domingos Claudino.
E seria só na época seguinte que a Europa se preparava para descobrir um dos mais importantes talentos da história do futebol, enquanto para trás ficavam as “peladinhas” com bolas de trapos e uma época (1959/60) ao serviço do Sporting da sua cidade, Lourenço Marques, actual Maputo.
A subida da “escadaria” da glória deu-lhe a alcunha de “Pantera Negra” e conduziu-o à conquista dos mais importantes troféus pessoais atribuídos a futebolistas, rivalizando em popularidade com “mitos” como o brasileiro Pelé, o alemão Franz Beckenbauer, o hispano-argentino Alfredo Di Stefano e o holandês Johan Cruyff.
Famosas ficaram as suas arrancadas demolidoras e os “petardos” desferidos de todos os ângulos e a qualquer distância da baliza, que ainda hoje levam muitos a falar de um “pontapé à Eusébio” para “adjectivar” um remate muito forte e colocado.
A entrada quase directa no “onze” titular de um Benfica campeão europeu, prevista pelo defesa Germano nos balneários logo após um dos primeiros treinos que Eusébio efectuou no “ninho das águias”, foi o começo de uma carreira sem par no panorama do futebol português.
O talento ímpar era constatado pelos colegas nos treinos e o capitão José Águas terá mesmo dito: “eu não sei, até posso ser eu, mas alguém tem que sair para ele jogar”, o que viria a acontecer, mas com o campeão europeu Santana.
O currículo de Eusébio é único: sete vezes melhor marcador do campeonato nacional (1963/64, 64/65, 65/66, 66/67, 67/68, 69/70 e 72/73), duas vezes o melhor marcador europeu (1967/68 e 72/73) e uma vez eleito melhor futebolista europeu.
Além disso, o “Pantera Negra” foi 11 vezes campeão nacional pelo Benfica - alinhando em 294 jogos, nos quais marcou 316 golos -, ganhou cinco Taças de Portugal, foi campeão europeu em 1961/62 e finalista da Taça dos Campeões em 1962/63 e 67/68.
A sua carreira ficou ainda marcada pela presença em 64 jogos da selecção nacional, pela qual se estreou em 8 de Outubro de 1961 com uma derrota no Luxemburgo (4-2) e pela participação em dois encontros da selecção mundial e 12 da selecção europeia.
No Mundial de 1966, em Inglaterra, Eusébio foi o grande responsável pelo terceiro lugar conquistado pela turma das “quinas”, ganhando o troféu destinado ao melhor marcador da prova, com nove golos, e sendo considerado o melhor jogador da competição.
A sua melhor exibição de sempre terá acontecido no jogo com a Coreia do Norte, dos quartos-de-final, quando Eusébio marcou quatro golos e levou Portugal ao “colo” para as meias-finais (5-3), isto depois dos asiáticos terem chegado rapidamente a... 3-0.
Encravado na sua carreira ficou uma frustrada transferência para Itália, apesar de o Benfica ter aceitado uma proposta de três milhões de dólares (então cerca de 90 mil contos) para vender o seu “passe” ao Inter de Milão... o ditador Oliveira Salazar considerou-o “património nacional”.
Condecorado pelo Governo português com os colares de Mérito Desportivo (1981) e de Honra ao Mérito Desportivo (1990), Eusébio recebeu também a “Águia de Ouro”, o mais alto galardão do Benfica, em 1982, enquanto a sua vida inspirou livros biográficos, filmes de longa-metragem e álbuns de banda desenhada.
Menos ortodoxa foi a homenagem prestada em 1990 por um grupo de rock de Manchester, Inglaterra, que adoptou como designação o nome de “Eusébio”, mais de 20 anos depois de o “Pantera Negra” ter “brilhado” a grande altura num Mundial... que merecia ter ganho. Jamais serão esquecidas as suas lágrimas após o Inglaterra-Portugal.
Actualmente no papel de embaixador da selecção e símbolo vivo do Benfica, Eusébio ultrapassou alguns problemas de saúde, primeiro em 2007 quando teve que ser operado à artéria carótida esquerda, para prevenir um eventual acidente vascular cerebral (AVC) e mais recentemente quando foi internado com uma pneumonia bilateral.
Em Dezembro último, o antigo jogador passou o Natal hospitalizado com pneumonia e já em Janeiro teve que regressar à unidade hospitalar, mas com um quadro clínico de cervicalgia, depois de se ter queixado de dores.


Fonte: PÚBLICO ONLINE

Notícia(s) do Dia: Nova vaga de excedentários na Função Pública arranca em Maio

Vou iniciar uma nova crónica neste espaço, que se destina à Notícia do dia. Esta rúbrica tem por finalidade dar a conhecer ao público a notícia ou notícias mais relevantes do dia, que poderá passar pelas diversas áreas da sociedade mundial em geral ou de Portugal em particular. Espero que seja do agrado de todos e agradeço os vossos estimados comentários a esta nova crónica, que tentarei que seja diária, pelo menos durante os dias da semana.






As listas de funcionários que forem considerados excedentários após a redução e reestruturação de organismos e serviços do Estado começam a ser elaboradas em Abril.
Os serviços e organismos do Estado começam a elaborar em Abril as listas de funcionários públicos considerados "a mais", na sequência da implementação do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado (PREMAC) para que, no final de Maio, esses trabalhadores comecem então colocados em mobilidade especial, ou seja, em inactividade e com redução salarial. Os prazos constam de um documento que faz um balanço da aplicação do PREMAC e que foi solicitado pelo Diário Económico ao Ministério das Finanças.

Porém, ainda não é possível saber quantos funcionários públicos serão afectados pela redução e reestruturação de organismos e serviços públicos que está em curso. Isso só será possível depois da publicação dos 150 diplomas que irão definir a nova orgânica de cada serviço ou organismo do Estado em particular (microestruturas).

Este processo de aprovação das novas microestruturas deveria ter sido concluído até final do ano passado mas, até agora apenas foram aprovadas em Conselho de Ministros 69 de um total de 150 leis. O secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, explicou ao Diário Económico que o atraso deve-se à "complexidade inerente" a todo o processo e que a expectativa é de que todas as leis "estejam tecnicamente finalizadas até ao final de Fevereiro." O governante lembrou ainda a "dimensão" do PREMAC, um processo que prevê a extinção de 146 entidades e a eliminação de cerca de 1.700 dirigentes

Fonte: ECONÓMICO ONLINE

À Volta com a Economia:SÍNTESE ECONÓMICA DE CONJUNTURA-Dezembro de 2011



Procura Externa

O saldo das opiniões dos empresários da indústria transformadora sobre a carteira de encomendas externa diminuiu em Dezembro, prolongando o movimento negativo observado
desde Agosto. No entanto, considerando valores mensais, sem a utilização de médias móveis de três meses, observou-se uma recuperação destas opiniões em Dezembro. De acordo com os resultados preliminares do comércio internacional de bens, em termos nominais, as exportações desaceleraram ligeiramente em Novembro e as importações diminuíram mais intensamente em termos homólogos. As exportações nominais de bens apresentaram uma variação homóloga de 15,1% em Novembro, menos 0,3 p.p. que no mês anterior, suspendendo a aceleração observada no mês anterior. As importações nominais de bens passaram de uma taxa de variação homóloga de -0,8% em Outubro para -3,6% em
 Novembro. Contudo, não considerando médias móveis de três meses, as importações de bens apresentaram variações homólogas de -7,5% e -7,3% em Outubro e Novembro, respectivamente. A taxa de cobertura situou-se em 78,6% em Novembro, mais 12,8 p.p. que no período homólogo do ano anterior, em consequência do crescimento homólogo bastante elevado das exportações e da diminuição das importações. As exportações e importaçõesnominais de bens, com destino e origem na AE, respectivamente, registaram variações homólogas de 10,0% e -8,1% em Novembro (12,4% e -3,4% em Outubro, pela mesma ordem). De referir que as exportações extracomunitárias atingiram um crescimento homólogo de 28,0% em Novembro (23,0% em Outubro), sendo o mercado que apresentou a aceleração mais significativa nos últimos dois meses.


Fonte: INE

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

À Volta com a Economia:SÍNTESE ECONÓMICA DE CONJUNTURA-Dezembro de 2011



Investimento

O indicador de FBCF registou uma diminuição mais intensa em Novembro, fixando o mínimo histórico da série iniciada em 1995, na sequência do perfil descendente observado desde
Março. A evolução do indicador em Novembro deveu-se ao contributo negativo de todas as componentes, material de transporte, máquinas e equipamentos e construção, mais significativo no último caso. O indicador referente ao investimento em material de transporte voltou a diminuir em Novembro, retomando o forte movimento decrescente iniciado em Junho de 2010, em resultado da evolução mais negativa de todas as componentes, excepto das vendas de veículos comerciais ligeiros. As vendas de veículos pesados registaram variações homólogas de -37,5% e -44,8% em Novembro e Dezembro, respectivamente, retomando a acentuada trajectória negativa iniciada em Fevereiro. Por sua vez, as vendas de veículos comerciais ligeiros passaram de uma variação homóloga de -33,6% em Novembro para -20,9% em Dezembro, reforçando a recuperação observada no mês anterior. O indicador de investimento em máquinas e equipamentos, baseado nas opiniões dos empresários do comércio por grosso de bens de investimento, diminuiu em Dezembro, mantendo a tendência decrescente observada desde o final de 2007 e fixando um novo mínimo para a série iniciada em 1989. Em Dezembro, as apreciações sobre a actividade futura e as perspectivas de encomendas a fornecedores contribuíram negativamente para a evolução deste indicador, atingindo em ambos os casos o valor mais baixo das respectivas séries. O indicador relativo ao investimento em construção tem vindo a apresentar reduções mais expressivas desde Março, atingindo em Novembro o mínimo da série. Os licenciamentos de novas habitações e de novos fogos registaram reduções homólogas de 21,7% e 29,6% em Novembro (variações de -22,4% e -28,6% no mês anterior), respectivamente. É ainda de referir que o saldo das opiniões dos empresários da construção e obras públicas relativas à actividade corrente e à evolução da carteira de encomendas agravaram-se em Dezembro, atingindo o valor mais baixo das respectivas séries, na sequência das trajectórias negativas observadas desde Fevereiro e Setembro de 2010, respectivamente.

Fonte: INE

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Mundo que nos Rodeia: Então e a Verdade?

Então e a verdade?
por Pedro Marques Lopes

O homem que inúmeras vezes apareceu perante os portugueses exigindo que se falasse verdade não falou verdade. O homem que afirmou solenemente que quem o acusava de condutas menos próprias na condução de alguns negócios particulares teria de nascer dez vezes para ser mais sério do que ele não foi sério. Deliberadamente, escondeu uma parte do que ganha. E não foi sério quando disse que não sabia quanto seria o valor total das suas pensões.
O homem frontal, que faz gala de que a sua vida seja um livro aberto, omitiu. Omitiu ou disse uma meia-verdade, que como toda a gente sabe é sempre uma redonda mentira, quando, sem um pingo de vergonha, fingiu ter de livre e espontânea vontade prescindido do seu salário como Presidente da República. Todos nós sabemos que lhe estava vedado por lei acumular as suas pensões com esse salário. Decidiu omitir que a escolha que fez foi entre receber cerca de dez mil euros mensais das reformas ou aproximadamente sete mil de salário.
Mas estou disposto a, pelo menos, negar parte do que acabo de escrever e admitir que, de facto, além de tudo isso, Cavaco Silva não consegue pagar as suas despesas, que dez mil euros não chegam para cobrir os seus gastos. Nesse caso tinha-nos enganado quando nos fez crer que era um homem austero e prudente nos seus investimentos, avesso a gastos desnecessários, que utilizava mantinhas em sua casa para não desperdiçar dinheiro em aquecimento central e que tinha um padrão de vida pautado pela contenção e sobriedade. É que, convenhamos, ganhar os tais dez mil euros somados aos oitocentos da sua mulher (será?), não pagar refeições, gasolina, telefones e demais despesas correntes, como é direito de um presidente da República, e, mesmo assim, não lhe sobrar dinheiro, é próprio de um verdadeiro estroina que anda para aí a deitar dinheiro à rua. Temo pelos seus seiscentos e cinquenta e um mil euros que até agora poupou e ainda conserva em vários bancos. Bom, não é que já não tivéssemos indícios de alguma negligência na condição das suas finanças. Como todos nos recordamos, Cavaco Silva comprou e vendeu acções da SLN, mas não sabia como o negócio tinha sido feito nem do que teria auferido em mais-valias.
O homem que se reclama do povo, que veio do povo, que sente que o povo está a escutar a sua mensagem, não tem pejo em dizer que só à custa das suas poupanças consegue sobreviver. Pois, não sei a que povo se está a referir. O povo que eu conheço não se indignará com os rendimentos dele, são fruto do seu trabalho e com certeza fez por os merecer. Não gostará é, estou certo, de que brinquem com ele. Não apreciará que um homem rico, e Cavaco Silva pelos padrões portugueses é um homem rico, insinue que está a fazer os mesmos sacrifícios que o povo a que diz pertencer.
É que esse povo é constituído por mais de seiscentos mil desempregados, por um milhão e meio de pessoas que trazem para casa quinhentos euros por mês, por trabalhadores por conta de outrem que ganham em média oitocentos euros mensais.

Fonte: DN ONLINE

À Volta com a Economia:SÍNTESE ECONÓMICA DE CONJUNTURA-Dezembro de 2011



Consumo


O indicador quantitativo do consumo privado apresentou uma redução mais intensa em Novembro, prolongando a acentuada trajectória descendente observada desde Junho de 2010 e atingindo um novo mínimo histórico para a série iniciada em 1992. Este resultado deveu-se ao contributo negativo de ambas as componentes, consumo corrente e consumo duradouro. O indicador de consumo duradouro registou uma diminuição mais significativa em Novembro, retomando o movimento decrescente iniciado em Junho de 2010. Refira-se que as vendas de automóveis ligeiros de passageiros passaram de uma taxa de variação homóloga de -41,8% em Novembro para -51,9% em Dezembro, mantendo a forte trajectória descendente observada desde Abril de 2010 e fixando a taxa mais baixa da série iniciada em Março de 2003. No conjunto do ano de 2011, estas vendas apresentaram uma variação média de -31,4% (38,8%, em 2010). O indicador de consumo corrente também registou uma redução mais acentuada em Novembro, prolongando o perfil descendente iniciado em Junho em 2010 e atingido o valor mais baixo da série. As duas componentes, não alimentar e alimentar, contribuíram negativamente para a evolução do indicador de consumo corrente em Novembro, de forma mais intensa no primeiro caso. O indicador qualitativo do consumo, baseado nas opiniões dos empresários do comércio a retalho, voltou a diminuir em Dezembro, mantendo o forte movimento descendente registado desde Julho de 2010 e fixando o mínimo da série iniciada em 1989. No mesmo mês, o indicador de confiança dos consumidores registou um agravamento, prolongando a trajectória decrescente observada desde Novembro de 2009 e atingindo um novo mínimo histórico da série.

Fonte: INE